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O acasalamento dos dinossauros ainda é um mistério para a ciência

Você já deve ter visto documentários sobre o acasalamento no mundo animal, não é mesmo? Alguns animais dançam, outros lutam, outros cantam e por aí vai. Acasalar é o ponto alto da vida da maioria dos bichos — e não poderia ser diferente, visto que eles estão passando seus genes adiante.

Contudo, quase nada se sabe sobre a vida íntima dos dinossauros. Sabemos que eles foram extintos com a queda de um meteoro. Sabemos que eles reinavam soberanos neste planeta. Sabemos até que eles ganharam, milhões de anos depois, um programa de sucesso na televisão.

Mas ainda não sabemos como eram os seus rituais de acasalamento — e, acredite, isso é importante.

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(Fonte: Mario modesto/Wikimedia Commons)(Fonte: Mario modesto/Wikimedia Commons)

Fósseis pegos no flagra

Enquanto os programas sobre a vida animal colocam câmeras escondidas para capturar a intimidade dos bichos, os paleontólogos têm à sua disposição apenas os fósseis.

Em raríssimos casos, eles encontram fósseis de animais da mesma espécie em posições, digamos, suspeitas — levantando a hipótese de que esses animais teriam morrido enquanto acasalavam, mas na ausência de vestígios dos seus órgãos reprodutivos, essa suspeita não pode ser comprovada.

Como você já sabe, alguns dinossauros eram gigantescos e poderiam esmagar suas parceiras durante a reprodução. Sendo assim, entender as posições que usavam, além da anatomia de seus corpos, daria aos cientistas muito mais informações sobre a biologia desses gigantes.

Parte íntima de um dinossauro é encontrada na China

Ilustração que representa o animal encontrado na China. (Fonte: Bob Nicholls/Paleocreations)Ilustração que representa o animal encontrado na China. (Fonte: Bob Nicholls/Paleocreations)

No ano passado, um fóssil de Psittacosaurus foi encontrado na China e, pela primeira vez, os cientistas conseguiram ter acesso à anatomia de uma espécie de cavidade provavelmente usada para defecar, urinar e acasalar.

Contudo, essa espécie de cloaca não se assemelha a de nenhum animal conhecido. Isso é importante porque como os cientistas não entendem a reprodução dos dinossauros, eles tentam comparar essa reprodução com a dos animais que existem atualmente.

“É muito único. A maioria das cloacas forma uma espécie de fenda. Às vezes é uma fenda vertical, às vezes na forma de um sorriso, às vezes de uma carinha triste. Esse animal tem uma estrutura em formato de V com lábios, e não existem grupos de animais vivos com uma morfologia assim”, explicou o paleontólogo Jakob Vinther, da  Escola de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, à CNN.

(Fonte: Jakob Vinther/Universidade de Bristol)(Fonte: Jakob Vinther/Universidade de Bristol)

Estudos baseados nesse fóssil indicam a possibilidade de o animal ter glândulas de fragrância, como as encontradas em répteis. Uma outra possibilidade é a de que esses dinossauros se reproduzissem esfregando suas cloacas, com o chamado “beijo cloacal”, como os pássaros.

O fóssil do Psittacosaurus está em exposição no Museu de História Natural Senckenberg em Frankfurt, na Alemanha.

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