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6 práticas medievais que parecem estranhas demais para serem verdadeiras – mas são!

A história medieval está repleta de muitas tradições e informações fascinantes. Porém, é inegável pensar que os tempos mudaram, e muito do que os nossos antepassados viam como normal, hoje é simplesmente impensável. 

Portanto, se viajássemos no tempo, provavelmente ficaríamos muito surpresos ao notar como as coisas poderiam ser completamente bizarras durante a Idade Média. Mas, sobre o que estamos falando? Veja só a lista que criamos sobre seis práticas medievais que eram tão esquisitas ao ponto de parecerem piada!

1. Animais no tribunal

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Na Europa medieval, animais que se comportassem mal poderiam ser julgados criminalmente em tribunal. Um exemplo disso aconteceu em 1457, quando uma porca em Savigny, na França, atacou e matou uma criança de cinco anos.

Hoje em dia, o proprietário do animal poderia enfrentar acusações criminais por negligência. No entanto, as pessoas tinham noções diferentes de lei e justiça na Idade Média.

As autoridades locais acusaram o animal de homicídio e apresentaram acusações contra seus filhotes como cúmplices. No fim das contas, a leitoa foi condenada à morte por execução, mas seus bebês foram poupados. 

2. Eleições medievais

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Embora a democracia não fosse algo tão difundido assim no mundo medieval, alguns povos tinham eleições para determinados cargos. Rotineiramente, eles elegiam vereadores, membros do parlamento, bispos, papas e, às vezes, até mesmo reis. Isso acontecia, por exemplo, quando um rei sem descendentes morria.

Assim, os burgueses das cidades precisavam selecionar quem seriam os novos comandantes. Apesar das eleições serem úteis nesses cenários, estima-se que elas também eram vistas como causa de conflitos e potenciais pontos de partida para motins, rebeliões ou guerras civis.

3. Caça às bruxas

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Muitas pessoas imaginam a Idade Média como uma caça incessante às bruxas. Porém, embora julgamentos de bruxas realmente tenham acontecido nessa época, eles eram relativamente raros e eram realizados por autoridades seculares, e não pela igreja. 

Na realidade, os clérigos passaram anos nesse período histórico disseminando que magia era uma bobagem que não funcionava. A mania das bruxas na Europa foi mais um fenômeno dos séculos XVI e XVII.

4. Lutando pela vida

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Como dito anteriormente, os conceitos medievais de justiça eram um tanto quanto bizarros. Uma alternativa comum à resolução de uma disputa para decidir os fatos de um caso era o chamado "julgamento por provação", ou Ordália. A ideia era submeter o acusado ou ambas as partes em uma disputa a experiências perigosas e dolorosas. Então, eles deixariam "Deus decidir" quem era inocente.

Isso podia incluir ser jogado na água enquanto estava amarrado, sendo considerado inocente se flutuasse e culpado se não. Em outros cenários, os julgados teriam que carregar uma barra de ferro em brasa e caminhar três passos. Caso suas mãos sarassem depois de três dias, eles seriam considerados inocentes. 

5. Moeda diferente

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

As enguias são animais esquivos e escorregadios, sendo bem difícil capturá-las. Por conta disso, essas criaturas eram usadas como moeda de troca no período medieval. No Reino Unido, por exemplo, alguns inquilinos costumavam cobrar 25 "bastões" de enguia para deixar alguém ficar em sua residência.

Estudos recentes mostram que, em 2023, uma peça de 25 enguias é o equivalente a US$ 10.

6. Relações religiosas

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Exemplos de religiosidade extrema podem ser vistos durante toda a Idade Média. No entanto, isso não significa que todas as pessoas daquela época eram completamente viciados pela fé. Não era algo tão absurdo assim que uma pessoa não se convencesse por alguma crença — algo que consideramos por muito tempo inimaginável para aquela época.

Outros nem sequer acreditavam que Deus tivesse algo a ver com a natureza e com o crescimento das colheitas e das plantas. Em vez disso, passaram a atribuir tais questões à simples mecânica de trabalho e manutenção do solo, o que foi um passo importante para o desenvolvimento da agricultura.

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