Será que exercícios podem ajudar no tratamento da depressão?
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Será que exercícios podem ajudar no tratamento da depressão?

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Uma caminhada no parque durante o fim de semana pode recarregar suas baterias, trazendo aquela sensação de renovação após o passeio. E mais do que isso: segundo Scott Douglas, escritor e corredor americano, exercícios podem ser tão efetivos quanto remédios no combate a depressão.

Essa foi a conclusão que ele chegou durante a pesquisa para escrever seu livro "Running is my therapy: relieve stress and anxiety, fight depression, ditch bad habits, and live happier" ("Correr é minha terapia: alivie o stress, combata a depressão, abandone os maus hábitos e viva mais feliz", em tradução livre).

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O uso de exercícios como forma de combate a depressão não se baseia somente pelo fato de entrar em forma e acabar melhorando a autoestima, o que é senso comum, mas sim em vários estudos científicos. A prática regular de atividades físicas causa no cérebro os mesmos efeitos que antidepressivos. Novas vias neurais são criadas e ocorre o aumento do hipocampo, região que se encolhe em pacientes diagnosticados com depressão.

Nos EUA

Na opinião de Douglas, pacientes não são obrigados a saber através de divulgações científicas que esse tipo de tratamento pode ser eficaz, mas médicos que trabalham em um sistema de saúde baseado nelas não têm desculpa. Nos EUA, as entidades de classe na área não incluem exercícios físicos como uma das formas básicas de tratamento da depressão; inicialmente, prescrevem somente remédios e algumas formas de psicoterapia. A prática de exercícios até é citada pelas entidades, mas não como uma recomendação, e sim como algo complementar ao tratamento.

Em outros países

Em outros países, o exercício físico passa de uma mera sugestão para ser o tratamento em si. Isso acontece no Reino Unido, na Holanda e no Canadá, onde o início de tratamento para casos considerados leves ou moderados é exclusivamente a atividade física, sendo o uso de medicamentos avaliado posteriormente. Já na Nova Zelândia e na Austrália, pacientes com diagnóstico de depressão precisam criar uma rotina de exercícios antes de ter a prescrição de qualquer medicamento.

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O escritor acredita que essa variação de tratamento utilizada em cada país se dá por diferenças culturais e nos sistemas de saúde. Enquanto nos EUA, sem um sistema público de saúde, a tendência é sempre a recomendação de procedimentos e medicamentos, em países onde existe um sistema público procuram-se tratamentos mais baratos e que considerem todo o contexto do paciente.

Independente da existência de quadros depressivos diagnosticados, a prática de exercícios regulares sempre proporciona mais qualidade de vida e bem-estar. Douglas deixa claro que exercícios não são a cura para todos os males, nem remédios para depressão são totalmente dispensáveis, mas talvez substituir a hora do remédio pela corrida no fim do dia traga mais benefícios na qualidade de vida geral do paciente.

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