Porquinhos podem ser tão apegados aos humanos quanto cães

Porquinhos podem ser tão apegados aos humanos quanto cães

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Até algum tempo atrás era muito mais comum encontrar cães, gatos e até mesmo peixes e pássaros nas casas das pessoas. Mas com a popularização dos mini porcos nos últimos anos, não é difícil achar quem resolveu adotar um bichinho desses como novo membro da família. O mais curioso é que esses animais, que antigamente eram tradicionalmente restritos aos ambientes rurais como fazendas e sítios, agora se comportam de forma semelhante a cachorrinhos quando são domesticados.

(Daria Pinska/Shutterstock/Reprodução)(Daria Pinska/Shutterstock/Reprodução)

Um estudo recente publicado pelo periódico científico Animal Cognition, avançou em análises referentes ao comportamento dos porcos enquanto animais de estimação. Segundo um artigo pulicado por pesquisadores da Departamento de Etologia da Faculdade de Ciências da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste (ELTE), os porquinhos estariam interagindo com seres humanos quase que da mesma maneira que os cães.

Aprofundando os estudos

(Shutterstock/Reprodução)(Shutterstock/Reprodução)

Em 2017, por meio do Family Pig Project, pesquisadores conseguiram com que esses animais extremamente inteligentes fossem criados em lares da mesma forma como os cachorros também costumam ser.

Já era esperado que os porquinhos reagissem bem ao tratamento carinhoso e de muito companheirismo, porque eles naturalmente gostam de interagir com seres humanos em situações neutras ou de relaxamento. Mas como essa dependência humana ficaria em uma situação conflituosa?

É quase um consenso, com relação ao comportamento canino, que quando surgem situações adversas ou de resolução de problemas, esses animais costumam se comunicar por meio de gestos constantes, como por exemplo, olhando repetidamente para seus companheiros humanos. Dessa forma, eles buscam o dono para ajudar em sua tranquilidade, e poucos animais podem agir assim.

"Da mesma forma, lobos e gatos socializados se comunicam menos com humanos do que cães no mesmo contexto de solução de problemas, mas talvez seja porque os lobos não são domesticados e os gatos não são uma espécie social", disse Paula Pérez, aluna de doutorado da ELTE, por meio de uma declaração acerca dos resultados da pesquisa. “Planejamos um estudo para comparar o comportamento dos cães com o de uma outra espécie doméstica e social: o porco".

O comportamento suíno

Os mini porcos, que são uma das raças mais populares entre os suínos domesticados, precisaram passar por aquilo que os especialistas chamaram de "paradigma da tarefa insolúvel". Os cães também foram testados, como um modo comparação. Uma caixa transparente com petiscos era posta à disposição dos animais, virada com a tampa para o lado de baixo, em uma superfície de madeira. Duas pessoas ficavam próximas da realização da análise comportamental. Na fase solucionável, o animal poderia mover a caixa para que ela caísse e a tampa se separasse. Na fase insolúvel, essa tampa poderia ser fixada.

(Animal Cognition/Reprodução)(Animal Cognition/Reprodução)

Com o tempo sendo levado em consideração, os porquinhos agiram de uma forma muito mais rápida, em comparação com o melhor amigo do homem, para avançar na fase solucionável. Isso aconteceu muito provavelmente porque suas capacidades de manipulações são melhores do que a dos cães.

Quando a etapa insolúvel se iniciou, os cachorros desistiam mais facilmente e tentavam se comunicar com os indivíduos que estavam ali para tentar pedir alguma ajuda.

No entanto, os suínos já se mostraram mais determinados em conquistar o objetivo que lhes foi designado, não se importando muito com os seres humanos. De acordo com os cientistas, isso pode refletir a predisposição que os porcos possuem para resolver problemas de forma independente.

Essa é a primeira pesquisa do gênero a ser realizada até hoje no mundo. A análise do comportamento desses animais em soluções de problemas, mostram semelhanças e diferenças bem interessantes.

Alguns especialistas ainda costumam afirmar que a dependência quase natural dos cachorros aos humanos os faz ainda muito mais populares entre as pessoas. Mas esse quadro pode ir se reconfigurando cada vez mais. Quem sabe os porquinhos tomem o lugar deles algum dia, não é mesmo?

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