2 julgamentos absurdos utilizados na época da caça às bruxas

14/12/2020 às 04:002 min de leitura

Os séculos 16 e 17 foram marcados pela ascensão do cristianismo e histeria religiosa da caça às bruxas. E mesmo a cidade de Salém, nos Estados Unidos, tendo se tornado o caso mais famoso desta situação brutal, com 20 mortes, a Europa também contou com uma miríade de julgamentos injustos, atingindo no século XVIII entre 40 a 60 mil execuções pelo crime de pacto demoníaco.

Homens, mulheres e até crianças eram acusados pelos menores motivos, sendo obrigados a enfrentarem provas desumanas para tentarem provar sua inocência. Porém, algumas eram tão cruéis e tendenciosas, que se tornava quase impossível não só sobreviver, como também encontrar qualquer chance de absolvição.

Confira abaixo dois testes absurdos utilizados nesta época para descobrir se uma pessoa realmente era praticante de bruxaria ou não:

1. Boiar ou afundar

Esta ideia começou na Inglaterra, espalhando-se posteriormente para Espanha e Alemanha. Considerado um dos métodos mais populares, também era relativamente simples. Após um indivíduo ser acusado de usar feitiçaria, ele era levado até o corpo d’água mais próximo e despido até ficar apenas com as roupas íntimas. Depois, tinha os braços atados e jogado na água para ver se flutuaria ou não.

(Fonte: History Collection/Reprodução)
(Fonte: History Collection/Reprodução)

O pesquisador Russel Zguta acredita que essa provação vinha da crença religiosa de que a água era sagrada, e se alguém realmente estivesse possuído pelo mal, seria recusado pelo líquido e forçado a boiar.

É claro que essa forma de julgamento apresentava um dilema bem claro, afinal, pessoas inocentes amarradas iriam se afogar. A solução então foi amarrar a corda em volta do torso, para no momento que o acusado afundasse, pudesse nadar ou ser resgatado imediatamente. Porém, afogamentos acidentais não eram incomuns.

2. A marca do diabo

Talvez esta seja uma das formas mais estranhas e tendenciosas utilizadas pelos caçadores de bruxas a encontrar seus alvos e se originou do infame Malleus Maleficarum, um manual criado no século XV para avaliar e capturar pessoas suspeitas.

Segundo este livro, que foi escrito pelos inquisidores Heinrich Kramer e Jacob Sprenger, aqueles que formavam um pacto com o demônio acabavam um sinal especial que poderia ser como uma verruga, sarda, cicatriz ou marca de nascença no corpo.

(Fonte: Domínio Público/Reprodução)
(Fonte: Domínio Público/Reprodução)

Sendo assim, os acusadores despiam suas vítimas publicamente para que fossem examinadas de forma minuciosa atrás da confirmação de adoração demoníaca, chegando até a raspar pelos corporais para garantir que nada escapasse às vistas.

Os tais sinais nunca foram definidos claramente, mas qualquer mancha que tivesse um formato como um animal, especialmente um sapo, era considerada suspeita o bastante. Até mesmo lóbulos mais soltos poderiam servir como prova de bruxaria, por isso durante o ápice desta caçada histérica, pessoas com marcas de nascença ou cicatrizes faziam de tudo para se livrar destes traços, em um desespero completo para não serem acusadas.

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