Alpinista organiza mutirão e tira 8,5 toneladas de lixo do Everest

Marion Chaygneaud-Dupuy, uma alpinista francesa de 39 anos, acaba de ganhar o prêmio “Terre de Femmes” 2019, concedido pela Fondation Yves Rocher. O prêmio não foi por sua atuação como montanhista, mas por ter organizado um mutirão, desde 2016, para ajudar a limpar as encostas do Monte Everest das toneladas de lixo deixadas pelas pessoas que vão aos Himalaias para escalá-lo.

Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução
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Desde a criação do projeto “Clean Everest”, em 2016, Marion e sua equipe haviam retirado 8,5 toneladas de resíduos e lixo. Se pensarmos no trabalho que deu escalar a montanha de 8,8 mil metros, apenas para retirar sujeira deixada por outras pessoas, é importante saber que isso  corresponde a três quartos do lixo produzido em três décadas pelos “conquistadores”.

Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução
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Marion tem sido apoiada por uma equipe local de 50 guias. Ela também obteve uma “carta de proteção ambiental da montanha” para treinar mais guias e xerpas (etnia local que vive na própria montanha), além de 50 iaques para transportar os sacos de lixo.

O que pensa Marion?

Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução
Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução

Marion tem essa conexão com a natureza, que faz parte de sua experiência de existir. Desde criança, ela adorava brincar na floresta e aprender os nomes de árvores, plantas e animais. Quando se tornou adulta, viajou para a Índia e o Tibete, para onde se mudou e tem trabalhado como guia desde os 22 anos.

Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução
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Após observar, durante quase 20 anos, o grau de degradação provocado à montanha por quase 30 anos de expedições, ela decidiu iniciar a limpeza, e se chocou ao descobrir que, somente nos picos, havia mais de 10 toneladas de lixo. Ela agora pretende estender o projeto para toda a cordilheira dos Himalaias.

Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução
Fonte: Foundation Yves Rocher/Reprodução

Em uma entrevista à Fundação Yves Rocher, que lhe concedeu o prêmio, Marion declarou que “Escalar o Everest deveria oferecer uma das interações mais puras entre os humanos e a natureza”. Ela sabe que a poluição que afeta a cordilheira, degrada também a água potável usada por 2 bilhões de pessoas que vivem nos vales da China e da Índia. Veja o vídeo:

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