Exxon Valdez: um dos maiores derramamentos de petróleo do mundo

No dia 24 de março de 1989, um dos maiores derramamentos de petróleo na história da Terra ocorreu nos Estados Unidos. Na época, o navio petroleiro Exxon Valdez derramou cerca de 41 milhões de litros do líquido na Enseada do Príncipe Guilherme, ao leste do Alasca.

Como a região era notoriamente conhecida pelo difícil acesso, tornou-se extremamente difícil tomar medidas para conter a catástrofe de maneira rápida e eficiente. Por isso, o derramamento passou a causar efeitos negativos imediatos e a longo prazo no meio ambiente, tanto para os humanos quanto para a vida selvagem.

O derramamento de petróleo

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A meia noite daquela data, o Exxon Valdez se chocou contra rochas subterrâneas, o que acabou causando um rasgo no fundo da embarcação. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), em 30 minutos após o impacto, o comandante da embarcação reportou que todos os tanques de carga de centro e estibordo estavam descarregando petróleo no Estreito.

Quando a guarda costeira norte-americana conseguiu chegar ao local, quatro horas após o incidente, o navio já havia derramado 27 milhões de litros de petróleo. Ao amanhecer, a situação começava a ficar sob controle, mas nesse ponto o grande estrago já estava feito.

Embora a culpa inicial pelo vazamento tenha recaído sobre o capitão do Exxon Valdez, Joseph Hazelwood, ele foi considerado inocente em um julgamento feito em 1990. Posteriormente, Hazelwoold foi considerado culpado de contravenção e cumpriu serviço comunitário. A Exxon, por outro lado, teve que arcar com US$ 3,8 bilhões para pagar os custos de limpeza do mar.

O legado ambiental do Exxon Valdez

(Fonte: Corbis/Getty Images)(Fonte: Corbis/Getty Images)

Considerado lar para lontras marinhas, salmões, focas e aves marinhas, as águas do Alasca observaram a morte de dezenas de milhares de animais nos anos posteriores ao acidente. No total, o derramamento atingiu 2 mil km do litoral dos Estados Unidos. Segundo os relatórios do NOAA, estima-se que 250 mil aves marinhas, 2,8 mil lontras marinhas, 300 focas, 250 águias americanas, 22 orcas e bilhões de salmões e ovos de arenque tenham sido vítimas do incidente.

Apesar do trabalho de 10 mil trabalhadores, embarcações e aeronaves por quatro anos consecutivos, apenas 14% do petróleo derramado foi limpo através de ações humanas. Enquanto ainda não se sabe ao certo qual o verdadeiro impacto da catástrofe a longo prazo, pesquisadores acreditam que os danos possam se igualar ou exceder os números da época do ocorrido.

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