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'Joinha': a história de um dos gestos mais famosos do mundo

Apesar da comunicação verbal ser a maior forma como os seres humanos trocam informações, cotidianamente nós utilizamos uma série de recursos para expressar nossos sentimentos. Entre eles, um dos mais característicos são os gestuais com as mãos para reafirmar uma frase ou simplesmente "falar" por si só.

O mais famoso desses gestos talvez seja o "sinal de positivo", também conhecido como "joinha", que envolve o simples ato de levantar o dedo polegar para cima enquanto os outros dedos da mão estão fechados. Mas de onde surgiu essa expressão? Qual era seu significado original e qual sua importância para a sociedade? Veremos!

História do gesto

(Fonte: HBO/Reprodução)(Fonte: HBO/Reprodução)

Por meio dos filmes, podemos ser levados a pensar que o sinal de positivo, e também o seu inverso com o dedo polegar apontado para baixo, surgiu como um gesto que decidiria entre a vida e a morte de um gladiador na Roma Antiga. Entretanto, esse conceito não é exatamente verdadeiro.

Naquela época, os romanos utilizavam um vocabulário visual bastante vasto e certos movimentos possuíam significados um tanto diferentes do que seus equivalentes modernos. Sendo assim, o "joinha" que hoje significa algo positivo, naquele contexto significava desaprovação.

Em reportagem para a TIME, o pesquisador Anthony Corbeill afirma que existe uma grande confusão histórica sobre a situação. "Polegar para cima era sinal de que uma vida seria poupada, enquanto que o polegar para baixo significava morte na arena. Em outras palavras, tudo era o contrário do que acreditamos", explicou.

Referência histórica

(Fonte: Universal Pictures/Reprodução)(Fonte: Universal Pictures/Reprodução)

Durante seus anos de estudo, Corbeill localizou o que seria uma das primeiras representações do "sinal de positivo" em Nimes, no sul da França, após encontrar um medalhão artesanal que mostrava a cena de uma batalha de gladiadores. Ao fundo da imagem dos guerreiros se digladiando, é possível ver um árbitro com o polegar voltado para baixo indicando a libertação dos guerreiros sobreviventes.

Portanto, não era o público quem decidia o destino de um gladiador, mas sim um árbitro na arena que usaria esse gesto para comunicar uma decisão sobre se o lutador deveria ser poupado ou não. Posteriormente, mais artefatos foram encontrados em outras partes do mundo para comprovar o mesmo contexto utilizado para o gestual.

Então, a próxima vez que você quiser demonstrar apoio para um amigo ou colega de trabalho, talvez seja melhor considerar apontar seu polegar para baixo como forma de reconhecimento pelo trabalho dele!

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