Dar pão aos patos é correto ou não?

Se você esteve na internet durante os últimos dias, provavelmente viu a imagem de uma placa colocada em um lago de Buxton, no Reino Unido, a respeito da alimentação dos patos locais. Nela podemos ler a seguinte mensagem: "Obrigado por não nos alimentar com pão. Pão faz nossa barriga doer e nos deixa doente. Ele não tem os nutrientes corretos nem as calorias que precisamos para sobreviver".

A mensagem deixou muitas pessoas confusas, visto que dar pão aos patos é uma prática comum em praticamente todos os lugares do mundo. O assunto é tão polêmico que dividiu até mesmo especialistas. Então, o que fazer? Saiba quais são os efeitos dos pães nas dietas das aves e como lidar com essa situação.

Dieta balanceada

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

De um lado, alguns especialistas argumentam que oferecer pão aos patos nunca foi realmente um problema, visto que a população dessas aves jamais sofreu uma queda drástica de números e essa sempre foi uma prática comum entre os visitantes de lagos e lagoas.

Entretanto, esse alimento não é exatamente a melhor comida do mundo para esses animais. Assim como ocorre com os humanos, o pão é uma comida pouco nutritiva e serve apenas para "encher a barriga". De acordo com a Sociedade Real para a Proteção das Aves (RSPB) do Reino Unido, não há problema em oferecer migalhas de pão para os patos, desde que eles também recebam milho doce, mingau de aveia, ervilhas e sementes de pássaros.

A variedade de alimentos é essencial para que as aves se mantenham saudáveis e evitem desenvolver problemas intestinais. Uma alimentação composta apenas por pão pode fazer um pato se sentir cheio sem ter conseguido absorver a quantidade certa de vitaminas e nutrientes necessários para o seu dia a dia. 

Poluição das lagoas

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

O maior problema com o pão, entretanto, é a sujeira que ele causa na água das lagoas. Quando um pato pega uma quantidade maior do que consegue ingerir de uma vez, ele acaba deixando cair diversos farelos do alimento no meio ambiente. No momento em que essa comida entra em decomposição, ela incentiva o surgimento de algas com péssimo odor.

Isso pode acabar impedindo o crescimento de outras plantas mais desejadas na vida aquática e concentrar uma poluição que eventualmente atingirá peixes, anfíbios, crustáceos e outras formas de vida nas proximidades. Por fim, o alimento podre também pode chamar a atenção de outros seres, como ratos, guaxinins e insetos, que espalham doenças. 

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