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6 seitas envolvidas em escândalos que continuam ativas

Histórias macabras envolvendo cultos não são nenhuma novidade, chocando o público há muitas décadas quando finalmente se tornam notícia. E por mais que vários desses grupos acabem sendo esquecidos depois de um tempo, isso não significa que não continuam ativos, com suas crenças sendo propagadas por várias pessoas, e às vezes, pelo mundo. 

Pensando nisso, separamos seis grupos originários dos Estados Unidos que já foram acusados de crimes graves, mas que continuam realizando suas atividades no país e até internacionalmente. Confiram abaixo:

6. A Família Internacional

Berg lendo com seu filho adotivo. (Fonte: David Berg/Reprodução)Berg lendo com seu filho adotivo. (Fonte: David Berg/Reprodução)

Fundado por David Berg em 1968 na Califórnia, este movimento religioso cristão era originalmente chamado "Adolescentes por Cristo". Trocando de nome várias vezes, ele passou a ganhar notoriedade sob a alcunha de "Meninos de Deus" (Children of God, ou COG, em inglês).

Em 1978, depois de problemas envolvendo abuso de poder e má gestão financeira, o criador decidiu reorganizá-lo por completo, com um terço total dos membros abandonando a seita ou sendo excluídos. 

Aqueles que ficaram passaram a pertencer à nova versão conhecida como "A Família do Amor", que infelizmente não fugiu de escândalos por acusações de abuso sexual infantil, exploração de vulneráveis e estimular participantes consideradas atraentes a trazerem mais homens por meio de sedução.

Aparentemente, o líder também desencorajava seus seguidores a trabalhar e deixar que as crianças fossem para escola. Além disso, os integrantes eram obrigados a viver em comunas de quatro ou cinco famílias dentro da mesma casa, esperando a chegada do apocalipse.

Após a morte do criador em 1994, esta seita foi esquecida por muitos, porém ela continua ativa como "A Família Internacional", tendo centros em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil.

5. Nação de Yahweh

(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Em 1978, Hulon Mitchell Jr. decidiu abandonar a Nação do Islã por acreditar que o grupo não era radical o bastante. Assumindo o nome Yahweh Ben Yahweh – que essencialmente significa Deus, o Filho de Deus – ele fundou em 1979 um movimento religioso negro chamado Nação de Yahweh, cujo objetivo era levar afro-americanos, que o culto acredita ser os verdadeiros israelitas, de volta para Israel.

A seita se tornou muito popular, com templos espalhados por todo o país e lucrando com complexos de apartamentos, hotéis, lojas e frotas de ônibus e carros caros. Porém, sua crença de que pessoas caucasianas eram "demônios brancos" com "poderes perversos" passou a gerar muitas críticas.

A situação só piorou quando o líder foi acusado de extorsão e conspiração para cometer homicídio, sendo condenado em 2001. Depois da prisão e do falecimento de Yahweh em 2007, o grupo logo perdeu sua notoriedade, mas segue ativo com os seguidores que ainda consideram o fundador como o próprio Messias.

4. Movimento LaRouche

(Fonte: Museras/Wikimedia Commons/Reprodução)(Fonte: Museras/Wikimedia Commons/Reprodução)

Apesar de ter se originado no final dos anos 1960 do ativismo estudantil de esquerda, este movimento político-cultural mudou para pontos de vista de extrema-direita a partir de meados da década de 1970.

Seu fundador, Lyndon LaRouche, concorreu à presidência dos Estados Unidos oito vezes sem sucesso e era conhecido por mudar suas visões ideológicas conforme achasse conveniente. Ele também tinha a fama de promover teorias da conspiração, e os membros do Larouchismo negam situações como o aquecimento global e mudanças climáticas.

Sob o comando de LaRouche, os integrantes eram submetidos a um rígido controle e a um estilo de vida de total imersão, com clima de tensão. Em 1973, ele ordenou que seus seguidores atacassem membros do Partido Comunista, resultando em várias brigas e muitas prisões. Lyndon LaRouche morreu em 2019, mas o movimento ainda participa da política americana, além de estar presente em muitas organizações e empresas em todo o mundo.

3. Igreja da Sociedade Remanescente

(Fonte: Scott Sabo/Wikimedia Commons/Reprodução)(Fonte: Scott Sabo/Wikimedia Commons/Reprodução)

Com sede em Brentwood, no Tenessi, esse culto prega a perda de peso como um dever espiritual. Ele foi fundado por Gwen Shamblin Lara, que afirmava que a oração poderia substituir os desejos por comida. 

Apesar de promover a cultura da dieta, seus ensinamentos diziam ao seguidores para se curvarem apenas a Deus e não a suas geladeiras. No entanto, Lara também usou sua influência para controlar as finanças, casamentos e paternidade dos membros, além de os encorajar a cortar os laços com o mundo exterior.

Ela também impunha passar uma imagem externa de pura felicidade e perfeição aos integrantes, mesmo se estivessem sofrendo. Em 2021, Lara e outros líderes morreram em um acidente de avião, causando o declínio da igreja da dieta sagrada, mas alguns membros ainda defendem seus ensinamentos.

2. Heaven’s Gate

(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Heaven's Gate foi uma seita OVNI fundada em 1974 por Bonnie Nettles e Marshall Applewhite, que acreditavam ser as duas testemunhas do Apocalipse. O grupo atraiu centenas de seguidores, nos anos 1990, que pretendiam se transformar em seres extraterrestres imortais, rejeitando sua natureza humana e ascendendo ao céu – que eles chamavam de "Próximo Nível". 

Em 1997, para seguir os ensinamentos propagados, o culto chocou a nação ao cometer o maior suicídio em massa em solo americano, resultando na morte de 39 membros. Embora o movimento não seja mais amplamente conhecido, duas pessoas ainda continuam a ensinar sua doutrina online.

1. Ramo Davidiano

(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Este culto apocalíptico acredita em uma interpretação estrita da Bíblia, com ênfase no livro do Apocalipse. Ele foi fundado em 1955 por Benjamin Roden, e se considera uma continuação da Adventistas Davidianos do Sétimo Dia, estabelecido em 1935 como um movimento reformista da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Em 1983, um homem chamado David Koresh assumiu a organização. Sob sua liderança, a seita tornou-se mais radicalizada, com o líder sendo considerado um mentor criminal pelos policiais, que suspeitavam que o grupo estava convertendo ilegalmente rifles semiautomáticos em armas totalmente automáticas.

Quando as autoridades norte-americanas descobriram as atividades do Ramo, eles enviaram agentes disfarçados para investigar. Mas Koresh estava preparado para isso, e a investigação logo se transformou em um cerco de 51 dias que envolveu tiroteio pesado entre o culto e as forças da lei. No final, 76 membros, incluindo Koresh, morreram no ataque, além de mais quatro agentes abatidos e 16 feridos.

De forma surpreendente, o Ramo Davidiano existe até hoje e mantém uma presença em Waco, Texas. No entanto, o grupo tornou-se mais reservado e menos visível desde os trágicos acontecimentos.

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