Segundo fisiologis, o que parece mais forte nem sempre é o mais forte. (Fonte da imagem: CelebMuscle/Flickr)

Se você puxar em sua memória algo relacionado aos homens mais fortes do mundo, talvez a primeira imagem que venha à sua cabeça é uma montanha de músculos como a de Arnold Schwarzenegger nos tempos áureos do halterofilismo. Membros bem definidos e muita força à mostra de qualquer um que pudesse enxergar era o que se via.

Contudo, esse tipo de estereótipo nem sempre representa o homem mais forte de fato. Pelo menos em competições cujo objetivo é medir a força dos atletas (e não a suposta beleza de seu visual atlético). Quem afirma isso é o jornalista Burkhard Bilger, da revista estadunidense New Yorker, baseando-se nas declarações de um médico especialista.

Em um artigo extenso, ele levanta um ponto-chave, determinado pelo fisiologista da Universidade do Texas John Ivy: “Poder é força dividido pelo tempo. Aquele que puder gerar maior força mais rápido é o mais poderoso”.

Aqui, Bilger faz uma diferenciação entre levantadores de peso, que têm mais músculos com mais fibras de contração rápida do que fibras de contração lenta, que permitem maior resistência. Ou seja, sua capacidade física é influenciada pelas suas características fisiológicas.

Recrutamento

Entretanto, o ponto decisivo conforme o Ivy é o que se chama de “recrutamento”. Isso diz respeito a quantas fibras podem ser ativadas simultaneamente para realizar um esforço. Em resumo, aquele que é capaz de controlar melhor os seus músculos pode ser mais forte do que aquele que apresenta músculos maiores e mais bem trabalhados.

Fonte: Neatorama, The New Yorker