Tempos estranhos estão por vir: daqui a alguns anos, não faremos mais sexo
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Tempos estranhos estão por vir: daqui a alguns anos, não faremos mais sexo

Equipe MegaCurioso
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Calma que a gente explica: a questão é que as pessoas dos países mais bem desenvolvidos tenderão a recorrer a outros métodos de reprodução no futuro. O sexo tem tudo para deixar de ser, portanto, a forma tradicional de reprodução humana, e a previsão é que isso ocorra já nas próximas décadas.

O professor Henry Greely, responsável pela pesquisa que chegou a essa conclusão, acredita que daqui a 20 anos a maioria das crianças será concebida em laboratório. E não para por aí: para Greely, a ideia do sexo poderá vir a ser estigmatizada.

Logicamente, uma mudança desse nível traria impactos em termos evolutivos. “Em 20 ou 40 anos, quando um casal quiser ter um filho, ele vai providenciar esperma e ela vai garantir um pedaço de pele”, disse Greely, que explicou que pequenas amostras da pele feminina serão utilizadas para criar células-tronco que, por sua vez, podem produzir óvulos. É... Como você pode ver, a coisa será bem laboratorial mesmo.

Genética bizarra

Você disse "sem sexo"?

Os óvulos produzidos através dessas células-tronco serão então fertilizados com o espermatozoide do futuro papai, resultando em uma série de embriões. Na sequência, os papais poderão escolher os embriões mais saudáveis, chegando até o preferido, que será implantado no útero da mulher.

Entre as características que estarão disponíveis aos futuros papais teremos, obviamente, as questões físicas como a cor dos olhos e o tipo de cabelo. Acha bizarro? Então espera que tem mais: os futuros papais também poderão escolher características relacionadas ao temperamento de sua prole de laboratório, ainda que as escolhas aqui, de acordo com Greely, sejam mais limitadas.

Coisa de gente rica

Fonte: Giphy

Para Greely, esse tipo de reprodução hiperassistida será bastante comum em países mais desenvolvidos, nos quais a população conta com altos recursos de saúde. O professor acredita, inclusive, que, em termos sociais, pessoas nascidas de forma natural possam ser vistas com desdém pelos demais – algo como “fez filho naturalmente? Depois não vá reclamar se ele tiver alguma doença!”. Ah, os seres humanos...

A boa notícia desses novos métodos de reprodução é que casais homossexuais poderão ter filhos com suas próprias características genéticas. Para Greely, da mesma forma que uma mulher poderá produzir óvulos a partir de pequenas amostras de tecido da própria pele, ela poderá produzir espermatozoides (!) também e engravidar dela mesma. Estranheza pouca é bobagem.

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