Infelizes para sempre: o que aconteceria se os contos fossem reais?
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Infelizes para sempre: o que aconteceria se os contos fossem reais?

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Nos filmes da Disney, o que todo mundo está acostumado a ver é um “final feliz”. A linda princesa encontra o príncipe encantado, eles se casam, têm filhos e vivem felizes para sempre. Mas a realidade não é bem essa... Assim como na vida real, a história pode acabar muito trágica.

Pensando nisso, o artista José Rodolfo Loaiza Ontiveros e a fotógrafa Dina Goldstein resolveram adaptar os simpáticos personagens da Disney para uma realidade mais “pé no chão” que fará com que você reflita um pouco sobre o verdadeiro sentido dos contos de fada.

Pop Profrano

José Rodolfo Ontiveros inovou ao colocar os personagens da Disney em situações embaraçosas. Em sua exposição “Profanity Pop”, o artista retrata, por exemplo, o verdadeiro segredo por trás da personalidade de Pateta e Donald. Se você pensava que todas aquelas risadas e chiliques desproporcionais eram à toa, é melhor rever os seus conceitos.

Na imagem abaixo, as princesas relembram como tiveram seus corações partidos pelos famigerados príncipes. Nada melhor do que encher a cara e reunir as amigas para afogar as mágoas. Até mesmo a pintora mexicana Frida Kahlo dá o ar da graça na pintura.

As princesas da Disney também possuem fama de serem boazinhas, comportadas e submissas. Mas, quem vê o que a Cinderela fez com o retrato de sua madrasta, pensa duas vezes antes de mexer com uma princesa.

Após diversas brigas com seu príncipe, a Branca de Neve engordou alguns quilinhos. Entretanto, nada impede que a moça tire fotos no espelho e prove que não existe ninguém mais bela do que ela.

Nas obras de Ontiveros, nem mesmo o que é tido como sagrado é perdoado. O que aconteceria se, após três dias, fosse o Mickey que ressuscitasse? A virgem Maria ficou satisfeita com seu teste de gravidez? De quem é o rosto no Santo Sudário? Uma mulher vista como pecadora seria aceita com bons olhos na igreja?

Uma Disney mais mente aberta

Outra coisa que não se vê muito no universo da Disney são personagens homossexuais. Praticamente em todas as histórias, a princesa indefesa encontra o príncipe encantado e eles vivem felizes para sempre – mesmo que seja apenas de fachada. Mas será que é sempre assim? No mundo retratado por Onivoros há espaço para todo tipo de amor. Com direito até mesmo a casamento gay celebrado pelo Papa Francisco.

A realidade nua e crua

Dina Goldstein tende a encarar o mundo das princesas como algo ainda mais destrutivo e pessimista. Em sua série “Fallen Princesses”, a fotógrafa coloca as princesas da Disney em situações reais do cotidiano e que não são não tão “felizes” assim.

A pobre Branca de Neve, por exemplo, virou uma dona de casa que precisa cuidar dos quatro filhos enquanto o príncipe de seus sonhos assiste à televisão – qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Por sua vez, a – não tão jovem – Bela revela um pouco de seus truques para se manter linda e atraente. Quem diria que a princesa recorreria a diversos tratamentos cirúrgicos para continuar sempre bonita?

Já a indefesa Ariel foi ludibriada para deixar seu lar apenas para se trancafiada em um aquário e entreter as crianças. Enquanto isso, Cinderela afoga suas mágoas em um copo de cerveja e Jasmine foi enviada para guerra para lutar no Iraque.

Por sua vez, Pocahontas foi abandonada em casa e preenche sua solidão com a companhia de dezenas de gatos. A pobre Rapunzel perdeu suas madeixas devido ao tratamento quimioterápico, a Bela Adormecida continuou sonhando com seu príncipe encantado e a Chapeuzinho Vermelho comeu toda a cesta que deveria ser entregue para a vovozinha. Pelo visto, ser um personagem de contos de fadas também não está fácil.

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