Sabia que ter o 'coração partido' pode matar você?
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Sabia que ter o 'coração partido' pode matar você?

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A expressão “coração partido” já faz parte do vocabulário de qualquer pessoa minimamente romântica, certo? É comum também ouvirmos que, quando uma pessoa perde o amor da sua vida, geralmente por morte, ela não aguenta o sofrimento e acaba morrendo também. Mas será que isso é algum tipo de lenda urbana ou existem fundamentos científicos que explicam os males de um coração partido?

A Medicina estuda as dores de amor por meio de uma síndrome conhecida como cardiopatia de Takotsubo. A condição ocorre com mais frequência em mulheres – 95% dos casos, de acordo com artigo publicado no portal do Hospital Sírio Libanês – e causa uma disfunção no trabalho do ventrículo esquerdo, fator causado pelo estresse após o sofrimento de algum grande trauma emocional.

Descoberta

Fonte da imagem: Pixabay

Essa síndrome foi detectada em estudos com sobreviventes de terremotos no Japão, e só então os cientistas perceberam as diferenças entre essa doença causada por stress e o ataque cardíaco — afinal , até então pessoas com sintomas da cardiopatia de Takotsubo eram tratadas como aquelas que tinham ataques cardíacos.

Outro artigo, publicado no portal The Conversation, relata que alguns pacientes chegam a hospitais com sintomas do que seria diagnosticado como um ataque cardíaco: dores fortes no peito e falta de ar; porém, os angiogramas – exames realizados para detectar os ataques de coração – indicam que não há artérias bloqueadas, mas sim falta de movimento do ventrículo esquerdo.

Tratamento

Fonte da imagem: Pixabay

O tratamento para esse tipo de condição pode incluir internação e monitoramento cardíaco; nos casos mais extremos, o coração pode simplesmente parar de funcionar. Por outro lado, se o paciente receber o tratamento adequado, o coração é capaz de se recuperar totalmente, o que não acontece com quem teve um ataque cardíaco.

A ciência ainda não sabe exatamente qual é o número de pessoas que sofrem com essa condição, mas estima que 2% dos indivíduos que julgam sofrer ataques cardíacos passam, na verdade, por sintomas dessa cardiopatia.

Adrenalina

Fonte da imagem: Reprodução/DiarioAgrícola

Não se sabe também ao certo porque a doença paralisa apenas um lado do coração, mas as suspeitas envolvem o hormônio adrenalina, liberado por nosso organismo em momentos de alto stress. Além disso, alguns casos já relatados relacionam o aparecimento da cardiopatia de Takotsubo em pacientes que receberam injeções de adrenalina.

Esse hormônio ajuda a acelerar os batimentos cardíacos e é, geralmente, liberado em momentos de stress ou durante a prática de atividades físicas. O problema é quando recebemos muita adrenalina: nesses casos, o efeito é o oposto e nosso coração é induzido a bater mais devagar do que o normal, o que pode ser um mecanismo de defesa na prevenção de excesso do nosso trabalho muscular cardíaco.

Os estudos a respeito dessa síndrome ainda não acabaram e a Ciência espera, em breve, saber mais a respeito das causas e tratamentos da condição. Até lá, o alerta: é preciso monitorar nossos níveis de stress sem dúvidas; tristezas muito profundas e grandes traumas podem realmente prejudicar a nossa saúde física.

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