Escaneamento cerebral pode prever chance de criminosos em reincidir delitos

28/03/2013 às 05:532 min de leitura

Uma pesquisa comandada pelo neurocientista Kent Kiehl no Mind Research Network em Albuquerque, no estado americano do New Mexico, está mapeamento o padrão de comportamento de presidiários e analisando a atividade cerebral dos detentos mediante um teste de impulsividade. O resultado, ainda incipiente, pode indicar aqueles que têm tendência a perder o controle sobre seus impulsos e que seriam, portanto, propensos a reincidir seus delitos.

Através de uma máquina de ressonância magnética, os pesquisadores do estudo analisaram a atividade cerebral de detentos de dois presídios estaduais enquanto eles realizavam uma simples tarefa de controle de impulsos. Os presidiários eram instruídos a apertar um botão o mais rápido que podiam quando aparecia a letra X em uma tela, mas não deveriam pressionar o botão caso aparecesse a letra K.

A quantidade de vezes que aparecia a letra X era de 84% em relação à letra K, o que fazia com que as pessoas fossem predispostas a apertar o botão com mais frequência e tivessem dificuldade em controlar o impulso quando a aparecia a letra K na tela. Apesar do experimento não estar livre de interferências e erros, o resultado tem animado o campo científico para as possibilidades de uso da neurociência na prevenção de crimes.

Controlando os impulsos criminosos

Baseado em estudos anteriores, os pesquisadores focaram o estudo no córtex cingulado anterior, uma das regiões do cérebro que está associada ao controle de impulsos. Os detentos que apresentaram uma baixa atividade nessa região tiveram um resultado pior nos testes, sugerindo uma correlação entre o cingulado anterior e a capacidade de controlar impulsos.

Esses presidiários estariam também mais propensos a reincidir seus crimes depois de cumprirem suas penas. De acordo com a pesquisa, os detentos com baixa atividade no córtex cingulado anterior teriam duas vezes mais chances do que aqueles com maior atividade nessa região de serem presos novamente por um crime doloso dentro de quatro anos após a libertação, mesmo com outros fatores comportamentais e psicológicos controlados.

O neurocientista responsável pela pesquisa acredita que o estudo pode levar a novas estratégias para reduzir o comportamento criminoso. Talvez o trabalho teurapêutico possa desenvolver a atividade no córtex cingulado anterior, aumentando o controle de criminosos sobre seus impulsos e assim previnir futuros delitos. De acordo com Kiehl, não apenas os exercícios cognitivos poderiam ajudar, mas é possível pensar também no uso de remédios e produtos farmacêuticos.

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