Mulher britânica foi dormir com enxaqueca e acordou com sotaque chinês
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Mulher britânica foi dormir com enxaqueca e acordou com sotaque chinês

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Sarah Colwill, de 38 anos, é uma mulher britânica comum e sem nenhum tipo de parentesco com algum chinês, coreano ou qualquer outro asiático. Entretanto, certo dia em 2010, ela teve uma enxaqueca tão forte que teve que ser internada no hospital. Após um cochilo enquanto era medicada, Sarah simplesmente acordou falando com um sotaque chinês. Como isso é possível?

Os médicos ficaram intrigados com o que aconteceu com ela e, pouco tempo depois, confirmaram que ela sofreu de uma condição neurológica rara chamada síndrome do sotaque estrangeiro. O caso de Sarah é um dos apenas 150 confirmados dessa síndrome no mundo, de acordo com o Huffington Post.

Sintomas e acompanhamento

No entanto, o que causou a síndrome nesta mulher permanece um mistério, pois, de acordo com os médicos, a condição é mais frequentemente causada por danos provocados por uma lesão traumática ou acidente vascular cerebral. Os sintomas da doença ainda incluem perda de vocabulário e dor física quando ela tenta escrever em inglês.

A britânica tem sofrido bastante com isso e só deseja o seu sotaque como era antes. “Tem sido horrível passar por isso. Você nem sabe mais quem é. É como se você estivesse preso dentro de si mesmo”, disse ela em um documentário da BBC.

Para ajudar a superar as dificuldades da síndrome, Sarah tem o acompanhamento de terapeutas para auxiliá-la no lado psicológico e da fala. Além disso, ela tem contato com outra pessoa que sofre dessa síndrome: Kay Russell, de 52 anos, uma mulher também inglesa que após uma terrível enxaqueca ficou com um sotaque francês.

Outros casos

Os especialistas afirmam que, em alguns casos, os sintomas desaparecem ao longo do tempo. Enquanto não há atualmente nenhuma cura para a síndrome, uma pista que pode ajudar os cientistas a compreender a condição são as enxaquecas.

Sarah Colwill Fonte da imagem: Reprodução/It Paper Blog

Sarah disse que ela tinha essas dores terríveis em torno de dez vezes por mês, assim como Kay Russel. Nos últimos anos, os casos semelhantes ao de Sarah foram igualmente, se não ainda mais, surpreendentes. Em 2012, um inglês, Alun Morgan, acordou de um derrame e descobriu que ele falava fluentemente Welsh — um idioma celta que era falado pelos nativos do país de Gales —, apesar de nunca ter aprendido a língua antes.

Em junho, uma mulher australiana falou sobre sua luta pessoal com a síndrome, durante oito anos, tendo desenvolvido um sotaque francês depois de sobreviver a um acidente de carro em que ela quebrou as costas e o maxilar. Você pode conferir esse caso neste outro artigo do Mega Curioso

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