Filhos de mães obesas têm maior risco de herdarem a disfunção

01/11/2012 às 07:302 min de leitura

Crédito: Thinkstock

Mulheres que têm obesidade mórbida podem dar à luz a bebês que também se tornarão obesos, de acordo com um estudo feito no Reino Unido e divulgado no Daily Mail.

Estar acima do peso e o tabagismo durante a gravidez são fatores que tanto podem aumentar as chances de uma criança ser obesa ao nascer quanto fazê-las ganharem muito peso em seu desenvolvimento.

No entanto, esse efeito pode ser abatido com duas ações: o aleitamento materno e a introdução tardia de alimentos sólidos. Isso pode reduzir o risco de um bebê ter excesso de peso em cerca de 15%, afirmam os pesquisadores, que também aconselham que é necessário ajudar as novas mães a fazerem escolhas mais saudáveis para seus bebês.

Stephen Weng, um dos pesquisadores que realizaram o estudo — conduzido pelo Dr. Sarah Redsell da Escola de Obstetrícia, Enfermagem e Fisioterapia da Nottingham University —, disse que influências complexas afetam o desenvolvimento da criança, desde a genética ao estilo de vida dos pais. Ele acrescentou: "Nós podemos especular sobre como a amamentação reduz o risco de obesidade na infância, como também pode ainda ser a alimentação mista, as baixas calorias do leite materno, as atitudes dos pais ou uma combinação de fatores”.

No Reino Unido, um quarto das crianças com idade entre quatro e cinco anos, além de um terço daqueles que têm entre 10 e 11 anos, estão acima do peso. Os resultados vêm de uma revisão sistemática e da análise de dados de 30 estudos anteriores, que envolveram 200 mil pessoas. Os estudos investigaram os fatores que afetam os bebês durante os primeiros 12 meses e sua ligação potencial com a obesidade infantil.

A pesquisa revelou que crianças que foram amamentadas e começaram a ingerir alimentos sólidos mais tarde tiveram uma chance ligeiramente reduzida de se tornar obesa.

As crianças cujas mães estavam acima do peso antes da gravidez tinham a probabilidade de 1,37 vezes mais chances de estar acima do peso na idade de três anos, 4,25 vezes mais propensas de estar acima do peso aos sete, e 2,36 vezes mais propensas a ter excesso de peso entre nove e 14 anos.

Seis dos sete estudos que analisaram o peso de nascimento infantil apresentaram uma ligação significativa entre os bebês que eram pesados ao nascer e a obesidade na infância mais tarde. Crianças que foram amamentadas — mesmo que por pouco tempo — tinham 15% menos probabilidade de se tornarem obesas.

A conclusão de que dar alimentos sólidos mais cedo pode estar ligado à obesidade mais tarde foi revelada com uma avaliação que mostrou que os bebês alimentados com fórmula (de leite em pó) que começavam a ingerir alimentos sólidos antes dos quatro meses tinham seis vezes mais chances de ter excesso de peso aos três anos de idade do que aqueles que iniciaram a comida sólida pela primeira vez entre quatro e cinco meses.

Vale lembrar que esses resultados foram concluídos no Reino Unido, baseando-se nos costumes alimentares e estatísticas dos países britânicos.

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