Paranoia, pânico e perda de memória: os últimos dias de Robin Williams
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Paranoia, pânico e perda de memória: os últimos dias de Robin Williams

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Em 11 de agosto de 2014, o mundo das artes foi pego de surpresa com a notícia do suicídio de Robin Williams. O ator era um dos mais queridos de Hollywood, mas não suportou o diagnóstico de Parkinson, recebido alguns meses antes. Na semana passada, sua viúva divulgou uma comovente carta intitulada “O terrorista dentro do cérebro do meu marido”, na qual relata as dificuldades de conviver com Williams nas semanas que antecederam a sua morte.

“Robin estava perdendo sua mente e estava ciente disso. Você pode imaginar a dor que ele sentiu ao experimentar a própria desintegração?”, escreveu Susan Schneider Williams. Robin também tinha uma doença chamada demência com corpos de Lewy, que causa perda da memória, delírios, alucinações e outros problemas de saúde.

Segundo Susan, os primeiros sintomas da doença do marido apareceram em outubro de 2013. “Seu medo e sua ansiedade dispararam a um ponto que era alarmante”, relembra. Ela teve medo que ele estivesse se tornando hipocondríaco, mas o problema era ainda mais grave do que isso.

Viúva de Robin Williams disse que o ator suportou a doença por 10 meses

Ataque de pânico

Em abril de 2014, Robin Williams teve uma forte crise de pânico enquanto filmava “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Durante 10 meses, ele também lutou contra a paranoia, os delírios e a insônia. “A perda de memória e a incapacidade de controlar sua ansiedade foi devastador para ele”, escreveu Susan na carta.

Apesar disso, a esposa do comediante entende que jamais poderá saber qual a real profundidade do sofrimento de Robin Williams. “Do meu ponto de vista, vi o homem mais corajoso do mundo desempenhando o papel mais difícil de sua vida”, recorda. E os sintomas só iriam piorar. “Ele começou a ter problemas com habilidades visuais e espaciais, como no julgamento de distância e profundidade”, explica Susan.

Na segunda semana de agosto, poucos dias antes de sua morte, Robin Williams aparentava estar mais calmo. Quando ele foi dormir, agiu normalmente. “Boa noite, meu amor”, disse o ator, antes de se trancar no quarto. Ele foi encontrado enforcado em um cinto. Segundo médicos que analisaram os exames do ator após a sua morte, ele tinha as piores patologias que a demência com corpos de Lewy poderia acarretar. “Não havia mais nada que alguém pudesse fazer”, lamenta Susan.

Segundo Susan, o marido estava desempenhando "o papel mais difícil de sua vida"

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