Próteses são controladas pela mente de paciente após cirurgia

Próteses são controladas pela mente de paciente após cirurgia

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Pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolveram com sucesso uma maneira de controlar duas próteses a partir da atividade cerebral de uma pessoa. Um dispositivo conectado ao cérebro permite que o paciente controle esse dispositivo simultaneamente.

A cirurgia de implantes dos sensores, que permitiu o comando das próteses, ocorreu em janeiro deste ano. Além da interface de controle, os pesquisadores também desenvolvem maneiras de devolver ao paciente a habilidade sensorial. Isto seria possível estimulando as áreas do cérebro responsáveis pela sensação no momento em que as próteses entram com contato com objetos. 

Pesquisa e cirurgia

A pesquisa tem como objetivo auxiliar pessoas que sofrem ou sofreram de quadriplegia, lesões na espinha, doenças neuromusculares e perda dos membros. O programa de pesquisa existe desde 2006 e, a princípio, permitiu que pacientes pudessem controlar apenas uma prótese. Após meses de treino, o sucesso do experimento permitiu o avanço atual da pesquisa.

(Fonte: Futurity/Reprodução)
(Fonte: Futurity/Reprodução)

Após um mapeamento do cérebro, os pesquisadores verificam quais são os melhores locais para realizar a disposição dos microeletrodos. As regiões do cérebro onde os dispositivos devem ser implantados são aquelas responsáveis pelo controle do movimento e da sensibilidade, em ambos os lados do cérebro. São 96 eletrodos implantados dentro do crânio, que fazem a conexão sensorial. 

Futuro

É a primeira vez que pesquisadores permitem que um paciente receba estímulos cerebrais dos dois lados do cérebro. Devido ao seu caráter inédito, o time de cientistas ainda deverá treinar os pacientes que receberam o implante para que estes realizem movimentos mais variados. 

O objetivo agora é desenvolver o potencial do dispositivo de modo a recriar a interação dos pacientes com o mundo a partir das próteses controladas. A descoberta expande os horizontes futuros da interação entre cérebro e máquina e é promissora na recuperação de pessoas que perderam os movimentos.

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