Médicos retiram escroto gigante de homem que “fugiu” por 30 anos

Médicos retiram escroto gigante de homem que “fugiu” por 30 anos

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Um homem de 43 anos passou 30 deles tendo sintomas que evoluíram progressivamente até chegar a um estado no qual ele teve que ser submetido a uma cirurgia de emergência. E por que? Ele estava com um escroto maciço e inchado que já ultrapassava o nível dos joelhos e começou a apodrecer. Ou seja, não havia outra alternativa para os médicos a não ser o procedimento cirúrgico.

A chegada ao hospital foi dramática: além do inchaço extenso e pele espessa no escroto e na parte superior da perna, ele estava com febre de mais de 39 °C e batimentos cardíacos acelerados. Além disso, ele tinha duas feridas abertas no escroto e imagens adicionais feitas pelos médicos revelaram que havia uma grande hérnia em parte do cólon, um enorme abscesso, danos significativos nos tecidos e acúmulo de líquidos.

Os impactos com gangrena e sepse eram tantos que os médicos rapidamente o levaram para a sala de cirurgia. Os médicos patologistas encontraram uma extensa inflamação ao examinar o tecido do escroto e, além disso, detectaram a dissolução de parte da pele.

Imagens complementares mostram o impacto da massa no organismo. (Fonte: Katherine Dowd)

Sem sucesso no tratamento com antibióticos intravenosos, com as feridas cirúrgicas sem evoluir no tratamento e com infecção dolorosa que persistia no paciente, os médicos optaram pela remoção do testículo e do escroto do lado esquerdo. A cirurgia também reparou a hérnia com uma malha biológica. Além disso, os médicos realizaram cirurgias plásticas para reparar o períneo e o pênis que haviam sido danificados pela massa que cresceu durante 30 anos.

Após quatro semanas de internação, o próprio paciente afirmou que a recuperação estética e funcional estava indo bem.

Médicos suspeitam que caso tenha começado com filariose linfática

Os exames de sangue não foram totalmente conclusivos quanto aos motivos que causaram esse estado extremo que levou o paciente para a cirurgia às pressas, mas os médicos suspeitam de que tudo tenha iniciado com uma filariose linfática não tratada. A filariose linfática é uma doença parasitária transmitida por picadas de mosquitos.

A partir da picada, vermes se reproduzem no corpo e passam a residir no sistema linfático, causando inflamação. Apesar de comumente não ter sintomas, alguns pacientes podem desenvolver linfedema – inchaço do tecido –, elefantíase – espessamento da pele e do tecido – e hidrocele – inchaço escrotal. Sem tratamento, essa disfunção linfática pode facilitar infecções bacterianas.

O homem disse ao chegar ao hospital que utilizava um andador para se locomover e era ajudado pela mãe nas tarefas diárias.

(Fonte: Pixabay)

O caso raro foi publicado na revista Urology Case Reports e a conclusão dos médicos liderados por Katherine Dowd é de que o caso precisou de intervenção emergente e abordagem multidisciplinar para tratamento agudo. “O paciente foi poupado do tratamento prolongado da ferida, trocas dolorosas de curativos, sem sacrificar os resultados estéticos e funcionais”, ressaltou.

A estimativa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças é de que mais de 120 milhões de pessoas em 72 países distintos da Ásia, África, Pacífico Ocidental, Caribe e América do Sul sofram com a doença.

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