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Quais os riscos de uma mulher grávida fumar?

Além do mal à própria saúde, fumar durante a gravidez tem efeitos nocivos sobre os bebês, razão pela qual se incentiva que uma mulher grávida não mantenha a prática nos 9 meses da gestação. 

Além de a nicotina ser altamente viciante, fumar cigarros e outros produtos do gênero faz com que você inale monóxido de carbono e outros produtos cancerígenos durante o fumo, chegando ao bebê via corrente sanguínea. Mas o que isso causa na criança? Confira abaixo.

Problemas de saúde no bebê

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Para uma mulher grávida, o consumo de produtos à base de nicotina reduz o oxigênio disponível para o bom crescimento do bebê, elevando a frequência cardíaca dele e aumentando as chances de um aborto espontâneo ou óbito fetal (natimorto).

Um estudo publicado no periódico PLoS One associou a nicotina com gravidezes ectópicas, nas quais o embrião se desenvolve fora do útero. Gravidezes deste tipo podem passar por complicações que implicam risco de vida para a mãe e para o bebê.

Somam-se a esses problemas as taxas elevadas de bebês que nascem prematuramente, com pouco peso e problemas respiratórios prévios. Defeitos congênitos, descolamento de placenta ou placenta prévia também estão entre os problemas acarretados pelo tabagismo durante a gravidez.

Fumo passivo também faz mal aos bebês

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Outro grave problema enfrentado na gestação é o fumo passivo, aquela situação em que uma mulher grávida convive com alguém fumante. Em situações de gestação, o fumo passivo pode levar ao desenvolvimento de câncer, tanto na mãe, quanto no bebê. Por essa razão, especialistas recomendam que mulheres grávidas abandonem o hábito antes de iniciar o processo de gestação. 

Recomendação semelhante é feita aos eventuais companheiros, de modo que as substâncias químicas expelidas no fumo não sejam ingeridas pela grávida. Importante ressaltar que não existem níveis seguros de fumo passivo.

É possível interromper fumo durante a gravidez

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Uma mulher grávida que deseje parar de fumar pode e deve fazê-lo. Os benefícios não serão exclusivos do feto, mas da própria gestante. Enquanto os batimentos cardíacos do bebê voltam ao normal em um período curto e os riscos de problemas respiratórios diminuem, a mãe pode passar por crises de abstinência.

Como o corpo está acostumado à nicotina, uma substância viciante, quem para de fumar poderá sentir a ausência dela no organismo. Além do desejo, os sintomas característicos de abstinência incluem irritabilidade, aumento da fome, tosse seca frequente, dores de cabeça e dificuldade de concentração. Esses efeitos diminuem com o tempo, desaparecendo entre 10 e 14 dias.

Aplicativos para smartphone como QuitNow! (iOS | Android) e Smoke Free (iOS | Android) podem ser grandes aliados para abandonar o cigarro. Disponíveis para iPhone e Android, os programas facilitam criar uma rotina que favoreça o abandono do hábito, oferecendo uma comunidade de suporte, auxílio com dúvidas, exercícios de concentração de energia e monitoramento de progresso. 

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