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Por que o bacon pode ser tão perigoso quanto o cigarro?

Você já deve ter reparado em filmes e séries que o café da manhã dos estadunidenses é bem calórico, rico em açúcares e gorduras. Um dos pratos que se destaca nessa refeição é o bacon, normalmente servido com ovos. Mas desde 2015, incluir esse alimento na primeira refeição do dia se tornou tão perigoso quanto acender um cigarro.

Isso porque a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o bacon tem tanto potencial cancerígeno quanto os cigarros. No entanto, verdade seja dita: esse alimento não estava sozinho na lista da OMS, pois a entidade alertou sobre o perigo de todas as carnes processadas, como salames, salsichas, presuntos etc.

O que torna esses alimentos cancerígenos?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

De acordo com a OMS, consumir 50 gramas de carnes processadas diariamente aumentaria as chances de ter câncer no intestino em 18% no decorrer dos anos. Uma estimativa do jornal britânico The Guardian sobre o tema revelou que o consumo desses alimentos teria sido responsável por cerca de 34 mil mortes por ano.

Ao processar essas carnes para realçar o sabor, por meio de defumação, salga e cura, por exemplo, as empresas incluem elementos que não estavam presentes no alimento antes, como nitratos e nitritos, além do sal.

O corpo humano até sabe lidar com nitratos e nitritos. O nitrato, por exemplo, ajuda a formar a saliva e o restante é eliminado pela urina. Já o nitrito tem sido associado a doenças causadas por falhas na hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Acontece que nitritos geram uma outra substância chamada nitrosamina, essa, sim, altamente cancerígena.

Como a OMS chegou à conclusão de que bacon faz mal?

Para incluir carnes processadas na sua lista de produtos potencialmente cancerígenos, a OMS revisou nada mais do que 400 estudos, de dez países diferentes, sobre o tema.  Isso significa que a entidade estudou diagnósticos e doenças de milhares de pessoas, gerando um banco de dados que corroborou com a hipótese de que essas comidas podem aumentar o risco de câncer no intestino.

Qual é a incidência de câncer no intestino no Brasil?

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), todos os anos, cerca de 40 mil brasileiros descobrem que têm câncer no intestino. Trata-se do terceiro tipo de câncer mais popular no país.

Ainda de acordo com o Inca, 30% dessas pessoas não lidariam com a doença se tivessem tido uma alimentação mais saudável, com menos consumo de alimentos processados. O Inca projeta o valor de R$ 1 bilhão como a quantia necessária para o tratamento de câncer de intestino no ano de 2030 pelo SUS.

A recomendação da OMS fez com que o consumo de bacon despencasse no Reino Unido em 2015. Supermercados relataram queda de 3 milhões de libras  nas vendas. No entanto, semanas depois, o consumo voltou a subir.

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