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Monkeypox: o medo de uma nova epidemia de varíola

Nos últimos dias, uma nova doença viral tem estado nos nossos portais de notícias levantando inúmeras questões. Por essa razão e aproveitando a minha formação, quero ajudar a retirar algumas dúvidas. A monkeypox, ou em português "varíola de macaco", tem surgido em vários países do mundo nos últimos dias.

A varíola de macaco, uma infecção viral que se parece com a varíola, foi reconhecida pela primeira vez em primatas cativos em 1958 e identificada pela primeira vez em humanos em 1970, na República Democrática do Congo. Infecções que ocorreram anteriormente foram provavelmente diagnosticadas como varíola, devido a resultados clínicos semelhantes. Só depois de a varíola ter sido erradicada desta área e de ter sido instituída a vigilância de infecções semelhantes à varíola é que este vírus foi identificado.

Como é a transmissão?

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Ao contrário da varíola, cujo único hospedeiro é o humano, a varíola dos macacos é uma zoonose, embora possa ocorrer uma propagação de humano para humano. No caso desta doença, a transmissão ocorre provavelmente como resultado do contato próximo da pele com a pele que ocorre durante o sexo, em vez de ser uma infecção verdadeiramente sexualmente transmissível. Isto é semelhante à natureza sexualmente transmissível de alguns agentes patogênicos diarreicos, normalmente transmitidos por via fecal, entre os homens homossexuais.

Contudo, a via sexual não é a única forma de transmissão. Devemos acrescentar que a varíola de macaco é transmitida entre pessoas em estreito contato por meio de fluidos corporais, gotículas respiratórias, lesões ou mesmo materiais contaminados, tais como roupa de cama, de banho ou outros objetos pessoais.

Devemos salvaguardar e ter noção de que não há provas de que se trate de um vírus transmitido sexualmente, tal como o HIV. É mais pelo contato próximo durante a atividade sexual ou íntima, incluindo o contacto prolongado de pele com pele. Vemos semelhança com outras infecções, por exemplo, a sarna.

Mortalidade

No que diz respeito à mortalidade, depende da variante em questão. Há duas estirpes desta doença. A estirpe do Congo é mais grave (até 10% de mortalidade) e provavelmente mais transmissível em humanos. A estirpe da África Ocidental, a fonte destes últimos casos, tem a mortalidade estimada em cerca de 1%.

Devo acrescentar que em questões de combate, não há tratamento eficaz e a maioria dos casos recuperará por si só num período de algumas semanas, contudo, parece que a vacina contra a varíola também é eficaz contra a varíola macaco.

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Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, colunista do Mega Curioso, é PhD em Neurociências; mestre em Psicologia; Pós Graduado em neuropsicologia, entre outras pós graduações; licenciado em Biologia e em História, tecnólogo em antropologia, jornalista, especializado em programação Python, Inteligência Artificial e tem formação profissional em Nutrição Clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; membro ativo da Redilat; chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, cientista no Hospital Martin Dockweiler, professor e investigador cientista na Universidad Santander de México, diretor da MF Press Global, membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e da Society for Neuroscience, nos Estados Unidos; membro da Mensa International, Intertel e Triple Nine Society (TNS), associação e sociedades de pessoas de alto QI, esta última TNS, a mais restrita do mundo; especialista em estudos sobre comportamento humano e inteligência com mais de 130 estudos publicados.

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