(Fonte da imagem: Reprodução/Reverse Running)

Correr de costas, prática também conhecida como retro running, não é nenhuma novidade, sendo uma forma comum de exercícios no Japão e Europa, contando, inclusive, com competições oficiais nessa categoria.

Mas será que engatar a marcha ré e mudar de sentido realmente faz bem para o nosso corpo? De acordo com o pessoal do Reverse Running, parece que correr de costas pode ser a melhor forma de seguir adiante com a sua rotina de exercícios.

Inúmeros benefícios

Embora exija cuidados e apresente alguns riscos — como o de levar um belo tombo, por exemplo —, correr de costas oferece uma série de benefícios. Além de ser divertida, a técnica oferece menos riscos de lesão e faz com que o nosso organismo queime mais calorias. Aliás, estudos sugerem que 1 volta correndo de costas em uma pista equivale a 6 voltas correndo da forma normal!

 

Isso ocorre porque, ao correr de costas, utilizamos mais grupos musculares e o nosso esforço físico é muito maior. Para manter o equilíbrio, por exemplo, somos obrigados a manter a postura mais ereta, trabalhando, assim, a musculatura abdominal e forçando menos a região lombar. Além disso, a técnica exige mais da musculatura posterior das pernas, diminuindo o risco de lesões nos joelhos e levando o nosso corpo a gastar mais energia.

Correr de costas também nos obriga a ficar mais alertas, pois, ao não contarmos com uma visão completa do caminho, acabamos utilizando a nossa visão periférica e afinando os sentidos, principalmente a audição.

Cuidados

Para evitar acidentes, escolha algum local seguro e, de preferência, apropriado para a prática de corridas. Desta forma, é menos provável que você tropece com obstáculos deixados no caminho e sofra algum acidente.

Além disso, até que você domine a técnica, é melhor começar com caminhadas, aumentando o ritmo aos poucos. Para evitar perder o equilíbrio, cuide da postura, atentando para não se inclinar muito para trás, e tente manter os pés retos — isso fará com que você, naturalmente, apoie primeiro os dedos no chão.

Fontes: Reverse Running e Runaddicts