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A dor, essa sensação de desconforto que nos avisa que algo pode estar nos ferindo, faz com que o nosso corpo reaja e se afaste do que quer que seja que esteja causando essa condição. Assim, embora não seja nada agradável, a dor serve para nos proteger de perigos potenciais presentes no ambiente e nos avisar que algo está errado.

Todos nós contamos com vários detectores de dor espalhados pelo corpo — os nociceptores —, que enviam os sinais que causam a sensação de dor em resposta a um estímulo que pode, potencialmente, nos provocar algum dano. Eles são capazes de ser acionados pela nossa pele, músculos, articulações, dentes e, inclusive, alguns órgãos internos.

Os níveis desses detectores devem estar bem equilibrados, pois, do contrário, qualquer coisa — como tocar algodão, por exemplo — poderia tornar-se doloroso. Entretanto, quando as nossas células sofrem algum tipo de dano, elas produzem alguns componentes químicos que alteram os níveis de nociceptores, fazendo com que a sensação de dor aumente ou diminua, sendo liberados em grandes quantidades durante os processos inflamatórios, por exemplo.

Aspirina e ibuprofeno

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É aqui que os remédios para dor que encontramos nas farmácias, como a aspirina e o ibuprofeno, entram em cena: eles bloqueiam a produção de um desses componentes químicos, a prostaglandina, substância produzida a partir da síntese do ácido araquidônico.

Duas enzimas (COX-1 e COX-2) são as responsáveis por converter esse ácido em prostaglandina, que, por sua vez, dá origem a uma série de substâncias que fazem com que o nosso corpo apresente sinais de infecção, inflamação, febre etc. Assim, os medicamentos para a dor evitam que as enzimas reajam com o ácido araquidônico, prevenindo a produção de prostaglandina e aliviando a sensação de desconforto durante o seu período de ação.

O pessoal do site TED Ed criou uma animação (em inglês) superinteressante que explica a ação de medicamentos — tais como a aspirina e o ibuprofeno — que aliviam a sensação de dor, e você pode conferir o vídeo neste link.

Fontes: TED Ed, Family Doctor e Kids Health