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Segundo um estudo realizado por pesquisadores do Boston Children’s Hospital, tudo parece indicar que o nosso organismo não trata todas as calorias da mesma maneira. Os cientistas observaram os efeitos de três dietas diferentes — restrição calórica, restrição de carboidratos e baixo índice glicêmico — em um grupo de pessoas obesas que consumiu a mesma quantidade de calorias durante os três regimes.

As calorias não são iguais

Os resultados foram impressionantes. De acordo com o estudo, os indivíduos seguindo a dieta de restrição de carboidratos queimaram 350 calorias a mais por dia — o equivalente a 1 hora de atividade física moderada — do que os que seguiram uma dieta-padrão de restrição calórica. Quem seguiu a dieta de baixo índice glicêmico teve um gasto calórico de 150 calorias a mais por dia, equivalentes a aproximadamente 1 hora de exercícios leves.

Embora a ideia de cortar os carboidratos de vez da sua mesa pareça atraente, esta foi a dieta com pior índice de manutenção de peso, além de oferecer vários riscos à saúde. A dieta de restrição calórica também não apresentou bons resultados: além de fazer com que o metabolismo fique mais lento — e queime menos energia —, ela também afeta de forma negativa os níveis de insulina e lipídios, sendo muito restritiva e deixando-nos famintos.

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Dos três regimes testados, o de baixo índice glicêmico foi o que apresentou o resultado mais equilibrado, não oferecendo efeitos adversos, além de ser mais fácil de seguir que as outras duas opções, contando com opções saudáveis no cardápio que também nos faz queimar mais energia.

Trocando em miúdos

O que os pesquisadores observaram foi que, apesar da quantidade de calorias consumidas nas três dietas ser a mesma, a maneira como elas são queimadas parece depender dos alimentos dos quais elas são provenientes.

Assim, reduzir o consumo de alimentos ricos em carboidratos processados, como a farinha e os açúcares, parece afetar a maneira como o nosso organismo armazena energia em vez de queimá-la, além de ser muito mais saudável.

Fontes: New York Times e Boston Children’s Hospital