Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/npr)

Não é nenhum grande apontamento científico afirmar que a quantidade de comida que uma pessoa ingere em uma refeição é o critério fundamental para saber como ela se sentirá depois que terminar de comer. Se ela fizer um prato contendo um quilo de comida, como o pessoal que exagera nas feijoadas de sábado, certamente o resultado será uma sensação de inchaço e muito desconforto intestinal.

No entanto, algumas horas depois da refeição, é a memória do que você se lembra de ter comido que importa e não a refeição propriamente dita. Portanto, será que podemos tentar enganar nosso organismo visando uma maneira mais psicológica de emagrecer? Possivelmente não.

Mesmo assim, há um benefício bastante interessante que pode ser tirado desta teoria, em relação à ingestão de calorias. É sabido (de acordo com o site npr) que pessoas que se distraem demasiadamente enquanto estão se alimentando não formam memórias suficientes sobre o que comeram e acabam se condicionando a uma fome irregular durante o período pós-refeição. Quem afirma isso é o psicólogo da University of Bristol (Inglaterra), Jeffrey Brunstrom.

Pesquisando memória gustativa

Um novo estudo publicado no journal científico PLOS One apresentou resultados de uma pesquisa realizada com um grupo de 100 pessoas. Os resultados deste trabalho mostraram que, mesmo depois da ingestão de quantidades variadas de comida, foram as pessoas que viram tigelas grandes de alimentos antes da refeição que sentiram menos fome horas depois de terem comido.

A conclusão foi que a memória estava dominando a fome e não o número total de calorias ingeridas. Portanto, para uma alimentação mais saudável e, quem sabe, até para uma perda de peso devido à maior sensação de saciedade com menor quantidade de comida, é melhor parar de comer em frente ao computador...