Mentirinha na Suécia deixou banhistas em pânico e com medo do peixe pacu
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Mentirinha na Suécia deixou banhistas em pânico e com medo do peixe pacu

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O Mega Curioso postou, há alguns dias, uma notícia que falava a respeito do alerta na Suécia, sobre o peixe “arranca-bagos”. O governo daquele país havia pedido aos banhistas para que ficassem atentos e para que os homens não entrassem na água sem seus calções de banho, pois o tal peixe é considerado perigoso, já que um de seus pratos favoritos é testículo humano, que ele supostamente arranca com seus dentes pra lá de fortes. Ou seja: melhor manter a distância, não é mesmo?

Uma notícia dessas, quando dada por alguma autoridade – como foi o caso desse último alerta, feito por Peter Resk Moeller, do Museu da História Natural da Dinamarca –, é capaz de deixar muita gente assustada. Acontece que, quando viu que suas declarações haviam gerado certo pânico entre os moradores da região escandinava da Dinamarca e da Suécia, ele teve que desmentir suas afirmações.

Explicações

Fonte da imagem: Reprodução/Ixdaily

Em declaração ao National Geographic, Moeller afirmou, com um sorriso no rosto, que “tudo o que dissemos na última semana foi que os banhistas deveriam manter seus calções para o caso de existir mais pacus em nossas águas frias e bálticas”. Ele ainda afirmou, em tom de deboche, que o peixe, de fato, tem dentes perigosos, mas encontrá-lo nos mares escandinavos é bastante improvável. O pacu encontrado por um pescador, e responsável por tanto alarme, foi o único já visto em águas bálticas até agora.

Esse peixe é típico de rios amazônicos e vive em um habitat bem diferente do mar báltico. Sobre seu estranho gosto por testículos humanos, Lars Skou Olsen, do Planetário Azul de Copenhague, afirmou que é improvável que esse peixe tenha motivos para carregar o apelido de “arranca-bagos”.

Olsen explicou que o peixe pacu se alimenta principalmente de vegetais e de pequenos peixes, completando com a afirmação de que os banhistas seriam sortudos se encontrassem um pacu em mar báltico. De qualquer forma, se você estiver nadando em rios brasileiros, não custa cuidar melhor do que é seu, não é? Ou será que esse apelido nada carinhoso tem alguma origem completamente errada?

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