Animais também têm bichos de estimação, sabia? Confira 5 casos a seguir
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Animais também têm bichos de estimação, sabia? Confira 5 casos a seguir

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Só quem tem um animalzinho de estimação sabe a delícia que é contar com a companhia de um bichinho em casa, a qualquer momento, e, em alguns casos, se sentir seguro com isso. Mas você sabia que esse não é um costume existente apenas entre nós, seres humanos? O Cracked fez uma lista com alguns animais que, como você, também têm “bichinhos de estimação” – talvez com finalidades diferentes das nossas, mas têm. Confira:

1 – Vespas e Ácaros

Cracked

Essas criaturinhas minúsculas e muitas vezes problemáticas são odiadas por muitos – não é só você que surta quando uma vespa chega perto. Com tanto bicho torcendo o nariz quando elas passam, as pobres vespinhas acabaram adotando um animal de estimação para ajudar na hora de proteger suas crias.

Ácaros são os melhores amigos das vespas e servem, inclusive, como babás. Como funciona: as vespinhas pegam esses minúsculos aracnídeos e os transportam para seus ninhos cheios de filhotes de vespas. Lá, os ácaros acabam dividindo seu alimento com os bebês e, já que estão por ali mesmo, protegem os pequenos insetos. Quando alguma vespa inimiga aparece e tenta fazer mal aos filhotinhos, os ácaros reagem e atacam os invasores.

Como bons protetores, os ácaros acabam sendo recompensados pelo serviço. As vespas, em troca do favor, deixam que os aracnídeos as usem como “meio de transporte” e, sempre que possível, oferecem uma carona a eles. Só para você ter ideia de como esse comportamento é sério, saiba que as vespas até mesmo evoluíram e desenvolveram bolsos para carregar ácaros. Essas estruturas são chamadas de acarinharia.

2 – A formiga e a cigarra

Primeiro, que uma coisa fique clara: estamos falando de formigas carnívoras, aquelas “malvadas” Iridomyrmex purpureus, que se deliciam comendo animais mortos e, dependendo do humor, alguns vivos também. Já as cigarras, por outro lado, acabam sendo úteis quando o assunto é o lanchinho de cada dia.

Ao que tudo indica, essas formigas de paladar bizarro apreciam o líquido que sai do traseiro das cigarras – pois é. Apesar de gostar da bebida, as formiguinhas não curtem o trabalho de retirar o tal “suquinho” e, por isso, aprenderam a domesticar cigarras.

O processo aqui envolve uma espécie de troca de favores e funciona da seguinte maneira: as cigarras querem fugir de seus predadores, certo? Se elas deixarem as formigas sugarem a resina que seus bumbuns produzem, elas, as formigas, oferecem proteção contra os outros animais.

Esse líquido extraído das cigarras é doce e pode servir tanto de alimento quanto de conservante. É por isso que os dois insetos acabam se dando bem. Tem cigarra que vai até morar com algumas formigas numa boa. Em alguns casos, as cigarras acabam se tornando dependentes das formigas a ponto de não reagirem caso sejam devoradas pelas “amigas”. Essa mudança de comportamento ocorre quando a cigarra já não tem muita utilidade para o grupo de formigas. Nesse caso, ela vira jantar fácil, fácil.

3 – Vermes seguranças

A espécie Megathura crenulata, que talvez você conheça como lapas, é a que agrupa moluscos com carapaças em formatos de cones. Essas carapaças (ou conchas) servem, logicamente, como proteção, mas não muito funcional, uma vez que um dos lados do molusco está totalmente desprotegido.

Alguns predadores sabem que a concha é mais como um capacete e não como uma armadura e, espertos, acabam conseguindo abocanhar algumas lapas sem muito esforço. Acontece que algumas lapas descobriram uma forma de acabar com essa vulnerabilidade e passaram a viver com mais segurança.

É aí, no quesito segurança, que entram os vermes da espécie Arctonoe vittata, bichinhos estranhos que vivem dentro da concha do molusco e, já que estão ali, comendo e dormindo no bem bom, acabam cuidando muito de sua “casa”.

Ao primeiro sinal de ataque de qualquer predador, esse verme reage com picadas rápidas e doloridas, afugentando qualquer inimigo que queira bancar o espertinho.

4 – Os cavalos dos camarões-imperadores

Não são apenas as vespas que servem de meio de transporte aos ácaros folgados! No fundo do mar, a coisa também segue uma regra parecida, com a diferença de que os cowboys aqui são camarões-imperadores.

Esses animais são pequenos, lentos, fracotes e mal conseguem se defender. Por isso, logicamente, eles precisaram desenvolver um modo de sobrevivência antes que acabassem se tornando o almoço mais comum do oceano. E, vamos encarar os fatos: quando você não tem muita coisa a seu favor e vive em um ambiente cheio de ameaças, é preciso achar uma forma de pelo menos fugir com certa dignidade. É por isso que esse camarão sobe em várias criaturas marítimas e foge, a vida inteira.

No vídeo abaixo, vá até o minuto 5:20 para ver o camarão pegando carona:

Entre as caronas favoritas desse bichinho estão o pepino do mar, a água-viva e o nudibrânquio. A preferência se dá porque esses animais têm cores fortes que assustam outros predadores. Na hora de acertar as contas com o taxímetro, esses camarões retribuem o favor acabando com os parasitas de seus animais-carros ou simplesmente sendo gentis com eles, sem causar qualquer tipo de prejuízo.

Como se não bastasse o benefício da carona, esses camarões se alimentam dos resíduos de seus condutores. A relação desses animais com seus caroneiros é tanta que quando não tem qualquer bicho-meio-de-transporte por perto, eles ficam parados, sem fazer nada, esperando alguma carona ou, na pior das hipóteses, a morte.

5 – Os babás das aranhas

Imagina só que delícia seria o emprego de cuidar de filhotes de aranhas. Melhor: de tarântulas. Se você sentiu arrepio e acredita que não aceitaria o desafio por nada no mundo, saiba que você está perdendo para um sapo minúsculo da espécie Chiasmocleis ventrimaculata.

Tudo bem que tarântulas são aranhas perigosas e sanguinárias capazes de matar cobras, mas para que tanto medo? O negócio é observar os sapinhos minúsculos que não só são amigos das aranhas gigantes como, de quebra, cuidam de suas crias e ovas com zelo.

A questão aqui é que, por ser minúsculo e vulnerável, esse sapo faz negociações arriscadas para se manter vivo. O pequenino anfíbio fica perto das ovas da aranha e se alimenta de formigas e outros insetos que se aproximam. Como forma de agradecimento, a aranha peluda e assustadora não acaba com a vida do sapinho. E todo mundo vive feliz para sempre.

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