Você sabia que os animais também adotam outros bichinhos?
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Você sabia que os animais também adotam outros bichinhos?

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O amor realmente pode vir de todas as formas e de quem nós menos esperamos. Esse sentimento também é compartilhado pelos animais, que experimentam diferentes de tipos de amor, seja com os seus donos ou com outros bichinhos – e é fato que eles têm sentimentos bem próprios. Diversos relatos confirmam que animais podem criar e cuidar de animais diferentes das suas espécies, que não sejam os seus filhos, porém que são cuidados como se fossem – um comportamento que podemos encarar como adoção.

Mas por que eles adotam? Vários fatores influenciam a adoção de crianças por seres humanos, como o fato de os pais serem incapazes de gerar filhos, quererem realizar um sonho ou por desejarem fazer um ato altruísta. Como não podemos fazer esse tipo de pergunta aos animais, é preciso observar alguns pontos para entender esse questionamento. O mais interessante é quando animais de espécies diferentes criam um vínculo – muitas vezes tido como improvável.

Existem diversos casos peculiares que podemos listar aqui. Podemos falar do caso do cachorro que cuidou de um esquilo como se fosse seu próprio filhote, o guaxinim que adotou um gatinho, um pitbull que cuidava de três porquinhos como se fossem as suas próprias crias, entre vários outros exemplos. Grande parte desses casos ocorre em zoológicos, quando os animais são forçados a conviver em conjunto e acabam desenvolvendo esses relacionamentos.

O início da adoção

As circunstâncias que criam esses comportamentos nos pais adotivos variam bastante, já que em alguns momentos eles simplesmente aceitam esses animais como se fossem os filhos – como se substituíssem as crias de fato. Em outras oportunidades, os vínculos criados são de amizades, até com as espécies tidas como rivais. Veja fotos de vários exemplos logo abaixo:

Já em outros momentos, temos um contexto bastante diferente e mais agressivo – principalmente quando estamos falando da vida selvagem sem qualquer intervenção humana. Como exemplo, podemos listar o caso do leopardo que caçava um macaco babuíno e que só depois de matá-lo percebeu um filhote agarrado ao corpo da mãe (assustado com o evento). O leopardo não soube como se comportar ao ver o que pequeno filhote, abandonando o alimento e preparando-se para cuidar do animal desprotegido.

Podemos até ver o leopardo dar umas boas lambidas no pequeno e assustado macaquinho, com tentativas de demonstrar afeto e passar algum tipo de segurança. Contudo, não há como saber se esse órfão foi capaz de sobreviver, já que o leopardo não sabe como alimentar o bichinho. Mas algo é certo, os animais têm empatia uns com os outros, conseguem perceber esses sentimentos e se relacionar – independente das espécies (até quando são caça e presa).

A adoção é excepcionalmente comum em animais domésticos, como gatos e cachorros, devido ao vínculo que eles desenvolvem quando são colocados juntos. Também é comum que os animais adotem filhotes órfãos de outras espécies (como é o caso do leopardo citado), já que possuem um instinto natural de cuidado e proteção para com os bebês. Mas a adoção de animais da mesma espécie possui outro ponto de proveito, já que os novos pais têm interesse em passar os genes da espécie adiante – algo descartado em vínculos de animais diferentes.

Quando existem segundas intenções

As adoções também podem ocorrer por interesses mútuos, quando os bichos de ambas as partes se beneficiam de algum modo. Isso ocorre quando os dois interessados ganham vantagens ao expandir o grupo – por exemplo, maior facilidade para adquirir alimentos ou proteger o bando. Às vezes, esse benefício mútuo se resume em um só fator: sociabilidade (o que é extremamente importante para várias espécies).

Essas alterações ocorrem até mesmo biologicamente. Quando um filhote é adotado, o organismo da nova mãe produz o hormônio ocitocina – normalmente originado durante o período da gravidez. Isso faz com que bebês que não sejam filhotes de fato sejam aceitos de melhor modo. Muitos cientistas acreditam que as adoções que ocorrem no mundo animal são originárias do sentimento de empatia que eles possuem.

Esses argumentos já foram comprovados em vários documentos e estudos feitos pela National Geographic. Os mamíferos têm as mesmas estruturas cerebrais que nós humanos, com os mesmos sistemas e áreas relacionadas às emoções que nós também temos. Às vezes nós não damos crédito suficiente aos animais por essas capacidades, por eles serem tão complexos, seres que pensam e que se colocam no lugar dos outros.

E é a capacidade de empatia que faz com que eles adotem outros animais, seja para aliviar algum tipo de dor, de fome no bando ou de solidão de um lado ou de outro. O altruísmo está presente nesses casos, como quando um golfinho nada quilômetros com animais doentes para protegê-los de predadores ou quando búfalos africanos tentam resgatar bichos fora de seus rebanhos para que não sejam vítimas fáceis.

Os animais são capazes de reconhecer, sentir e até mesmo experimentar o que as outras criaturas estão passando. Eles inicialmente reagem a essas emoções com um comportamento amigo, que certamente podemos dizer que evolui para o amor, quando esses animais solitários, que estão em perigo ou que são órfãos são adotados por outras espécies totalmente diferentes.

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