8 curiosidades sobre “Hellraiser” que você provavelmente não saiba
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8 curiosidades sobre “Hellraiser” que você provavelmente não saiba

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Mesmo que você seja uma pessoa jovem, é bem provável que já tenha assistido ao filme “Hellraiser: Renascido do Inferno” — ou pelo menos ouvido falar dele —, um longa-metragem de horror britânico que foi lançado em 1987 e fez tanto sucesso que recebeu nada menos do que sete sequências (além de um remake em 2007). Para os puristas, porém, nada supera o original, até porque nenhuma das continuações foi escrita e/ou dirigida por Clive Barker, roteirista e diretor do filme que deu origem à franquia.

Inspirado em seu próprio livro “The Hellbound Heart”, Clive nos leva em uma aventura medonha sobre sadomasoquismo, apresentando-nos uma série de criaturas perturbadoras — batizadas de Cenobitas — que sentem prazer com a dor alheia e torturam o protagonista continuamente. Se você também é um fã da obra — que recentemente completou 30 anos —, divirta-se com esta seleção de curiosidades a respeito do filme que você provavelmente desconhecia!

1) A origem do Pinhead

Batizado assim por conta dos inúmeros pregos fincados em sua cabeça, o vilão Pinhead — líder dos Cenobitas — é a criatura mais emblemática de “Hellraiser”. Porém, o personagem (que é encarnado pelo talentoso ator Doug Bradley) não surgiu do nada: suas origens remontam a uma peça teatral escrita por Clive em 1973, na qual Bradley fez o papel de um torturador conhecido simplesmente como Dutchman (ou “O Holandês”, se fossemos traduzir livremente para o português).

2) Só os bons

Geralmente — ainda mais na década de 80 —, os diretores não fazem muita questão de selecionar os melhores atores e atrizes para filmes de terror, visto que as cenas de sangue e violência são o que mais chamam a atenção nesse gênero. Porém, as coisas não funcionavam assim para Clive: ele, na época, disse que não iria “pegar 12 jovens bonitos da Califórnia e matá-los”. Sendo assim, todo o elenco foi escolhido por seu real talento na hora de atuar, e não apenas por sua beleza.

3) Pegando referências

Para se inspirar e criar um visual realista para os Cenobitas, Clive afirma ter pego referências, dentre outras coisas, "na cultura punk, no catolicismo e em visitas a clubes de sadomasoquismo em Nova York e Amsterdã”. A partir daí, a figurinista Jane Wildgoose criou as roupas baseada naquilo que o diretor descreveu como “glamour repulsivo”. Já no caso de Pinhead, o cineasta diz “ter visto um livro contendo fotos de fetiches africanos”, no qual encontrou esculturas de cabeças humanas cravadas de pregos e espinhos.

4) Uma história de amor melhor do que…

Acredite ou não, mas, para Clive, “Hellraiser” é um filme romântico, e não de horror. Cuidado! Spoiler: o argumento do diretor é que, embora Julia atraia homens para serem assassinados em sua casa, ela só faz isso motivada pela intensa paixão que sente por Frank. “Ela não está cometendo assassinatos como Jason em ‘Sexta-Feira 13’ — só pelo prazer em ver sangue —, ela está fazendo por amor”, garante o diretor. Naturalmente, muita gente vai discordar das visões do cineasta (e com razão).

5) A origem da Configuração do Lamento

Ao pensar em como os personagens poderiam, por assim dizer, invocar seres infernais, Clive queria fugir do clichê de símbolos mágicos desenhados no chão ou coisas do gênero. Sendo assim, para criar a Configuração do Lamento — um quebra-cabeça que, ao ser resolvido, evoca os Cenobitas —, o diretor se inspirou em um cubo real que seu avô havia conseguido durante uma de suas expedições como cozinheiro de um navio. “A ideia de usar um quebra-cabeça em cubo me pareceu interessante”, declara o cineasta.

6) Teve quem não gostou

Roger Ebert, já falecido, é considerado um dos maiores críticos de cinema que já pisaram neste mundo. O norte-americano chegou a publicar livros compilando seus melhores reviews e foi apresentador de dois programas televisivos. Porém, na ocasião do lançamento de “Hellraiser”, Ebert não mediu as palavras para criticar a obra. “Quem vai assistir a um filme desse? Esta é uma obra sem visão, sem estilo ou razão”, teria escrito o crítico em uma de suas colunas.

7) Separando baratas

Baratas aparecem com frequência durante o longa-metragem, mas não foi fácil as adicionar à película. Naquela época, uma lei britânica proibia o uso desse inseto de sexos opostos nos estúdios, visto que eles poderiam copular e haver infestação. Sendo assim, alguém ficou com o ingrato trabalho de conferir o sexo de todas as baratas que seriam usadas na obra cinematográfica — todas são machos. Clive conta que, para isso, foi necessário congelar as criaturas em um freezer especial.

8) Nenhum rato foi ferido

Como se a confusão com as baratas não fosse o suficiente, a British Board of Film Classification — órgão britânico responsável pela classificação de filmes no país — fez Clive provar que os ratos usados na obra não sofriam durante as gravações. O diretor se viu obrigado a levar três roedores controlados por controle remoto aos executivos e mostrar que eles não estavam sendo cruéis com bicho algum.

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