Você sabia que alguns dos samurais mais fatais eram mulheres?

Você sabia que alguns dos samurais mais fatais eram mulheres?

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Ao contrário do que muitos costumam pensar, tornar-se samurai não era um lance exclusivamente masculino; mas infelizmente, os livros de história não nos ensinaram isso — assim como tantas outras coisas sobre mulheres.

As chamadas “onna bugeisha” eram guerreiras mortais, treinadas na mesma forma de combate; autodefesa e uso de armas que seus companheiros do outro lado. A arma preferida entre as mulheres era a naginata — espécie de lâmina utilizada, comumente, no pólo. Além disso, também fazia parte do seu treinamento aprender a arte tantojutsu, uma luta com facas na qual utiliza-se as chamadas adagas kaiken.

Reprodução/All That's Interesting

Como eram treinadas com os mesmos parâmetros, mulheres e homens cumpriram os mesmos deveres como samurais e, frequentemente, lutavam uns contra os outros em períodos como Heian (794-1185) e Kamakura (1185-1333). Dentre as mulheres da classe, poucas alcançaram verdadeiro destaque e prestígio. Nesse grupo seleto de guerreiras estavam Tomoe Gozen e Hangaku Gozen. 

Tomoe, mais conhecida pela sua lealdade e coragem, lutou bravamente na batalha de Awazu em 1184. Hangaku, por sua vez, chegou a comandar 3.000 guerreiros em uma luta contra um exército de 10.000 soldados. Ela é descrita na literatura japonesa como "tão destemida quanto um homem e bonita como uma flor".

Reprodução/History Daily

O historiador Stephen Turnbull declarou em seu livro "Samurai Women 1184-1877" que é provável que as mulheres tenham tido um envolvimento muito maior na classe samurai do que foi documentado em relatos escritos. 

Apesar da notoriedade das guerreiras, o início do século XVII (período Edo) representou um enorme twist na figura feminina na sociedade japonesa. Uma nova ordem social foi instaurada, estabelecendo a paz no Japão. As mulheres que, antes poderiam ser guerreiras letais, foram reduzidas a esposas e mães obedientes. Elas foram proibidas de lutar e, pasme, até viajar.

Reprodução/Urbanist Hanoi

Em meados do século XVII, o governante Tokugawa, abriu escolas de luta em todo o Império para que mulheres aprendessem lições morais e defendessem suas casas de possíveis invasores. No final do século 19, surgiu uma onna bugeisha, Nakano Takeko, que liderou um grupo especial de mulheres guerreiras chamado Joshitai. Ela foi tão importante que até hoje suas conquistas são celebradas no Japão, durante o festival anual Aizu.

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