Perucas escondiam segredos de nobres no século 18

Perucas escondiam segredos de nobres no século 18

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Uma peruca não é exatamente artigo de primeira ordem no guarda-roupa atual, embora existam pessoas que a utilizem. Mas no século XVIII a peruca era sinônimo de beleza, cuidado e... outras coisinhas mais.

A nobreza da Europa do século XVIII tinha como característica marcante o uso de perucas, que era símbolo de riqueza, poder e imponência, mas, além disso, a peruca tinha outras funções, umas mais previsíveis, outras nem tanto.

A moda da peruca começou na França, com Luís XIV, que se viu “obrigado” a adotar o uso para suprimir um problema que o acompanhava desde a adolescência: calvície. Por ser um item muito caro e “lançado” pelo Rei Sol, a peruca se tornou rapidamente símbolo de status de prestígio, além de servir como característica para diferenciar as classes sociais.

Perucas eram sinal de nobreza, mas também serviam para esconder uma "vergonha". (Fonte: Wikimedia Commons)

As mulheres não tinham muita escolha – como em tudo naquela época. Elas tinham que usar a peruca até a hora da morte e, algumas, até ordenavam que se morressem antes do marido, deveriam ser expostas no caixão com a peruca. Além disso, havia ainda o hábito de espalhar talco ou farinha de trigo nas perucas para deixa-las mais parecidas com o cabelo de idosos.

O motivo mais inusitado e pouco conhecido, no entanto, era a sífilis. Isso mesmo. Desde o século XVI, a doença se espalhou pela Europa e entre os sintomas mais leves estavam a perda irregular de cabelo e feridas espalhadas pelo corpo. A solução encontrada pelos nobres para não ficarem expostos à vergonha? Peruca. Os cabelos falsos eram capazes de amenizar e disfarçar os sintomas iniciais da doença.

Moda iniciada por Luís XV caiu em desuso na Revolução Francesa. (Fonte: Wikimedia Commons)

A moda dos nobres caiu em desuso com a Revolução Francesa, que fez cabeças de aristocratas – e suas perucas – rolarem com a guilhotina.

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