Personagens do folclore brasileiro que não estão em Cidade Invisível

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A série Cidade Invisível, que estreou em fevereiro de 2021 na Netflix, apresentou ou recuperou diversas lendas do folclore brasileiro — veja aqui as principais que apareceram na primeira temporada.

Porém, o nosso folclore é bastante rico em lendas e personagens que habitam florestas, cidades pequenas ou até ambientes urbanos modernos. Até por tanta diversidade, nem todos acabam recebendo a mesma atenção. Caso seja renovada para mais temporadas, outras lendas que são contadas até hoje nas várias regiões do país podem aparecer como personagens importantes ou secundários.

O Mega Curioso reuniu algumas delas a seguir em uma lista sem ordem de preferência e também deixando alguns mitos de fora.

Mula sem cabeça

A mula sem cabeça.
(Fonte: Wikimedia Commonsi/Reprodução)

Um clássico do folclore nacional: o estranho animal com chamas saindo no lugar da cabeça é, na verdade, uma mulher que se relacionou com um padre e foi amaldiçoada. A transformação acontece somente na madrugada de quintas para sextas-feiras e o animal é violento, atacando com coices quem cruza o seu caminho.

Boitatá

Boitatá
(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Esse mito de origem indígena habita as matas e normalmente assume a forma de uma serpente de fogo, sendo associado ao fenômeno do fogo-fátuo. Ela protege a floresta contra invasores e defende o meio-ambiente de incêndios — um tema que seria bastante atual em uma série que se passa atualmente.

Lobisomem

Lobisomem.
(Fonte: Universal Pictures/Reprodução)

A lenda do lobisomem é praticamente universal, com variantes em diversas regiões do planeta. A versão brasileira também envolve uma maldição que transforma uma pessoa em lobo, porém aplicada somente a um menino nascido após sete irmãs da mesma família, ou então uma característica hereditária. Aqui, a prata também é a grande inimiga da criatura.

Negrinho do pastoreio

Negrinho do pastoreio.
(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Essa lenda foi difundida especialmente durante a campanha pela abolição da escravatura. Ela conta a história de um menino escravizado, pertencente a um terrível fazendeiro, que sofreu uma morte violenta. O personagem acha as coisas perdidas dos moradores e é visto percorrendo os campos com uma vela, ajudando na condução dos animais.

Matinta Pereira

Matinta Pereira.
(Fonte: MultiRio/Reprodução)

A bruxa Matinta Pereira é famosa na região Norte do Brasil e seria uma excelente vilã para uma segunda temporada. Ela tem a capacidade de se transformar em pássaro e assombra as casas durante a noite, exigindo itens em troca para ir embora — e cobrando a dívida no dia seguinte, agora na forma humana.

Caipora

Caipora.
(Fonte: Dicionário Tupi-Guarani/Reprodução)

O caipora vem da cultura tupi-guarani e é outro habitante das matas que ajuda a proteger a natureza. A lenda fala de uma entidade de cabelos vermelhos, orelhas pontudas e dentes esverdeados — uma espécie de derivação do também famoso curupira, com algumas diferenças pontuais.

Mãe do ouro

Mãe do ouro.
(Portal dos Mitos/Reprodução)

A mãe do ouro tem até a adaptação facilitada: a lenda fala que ela se manifesta tanto como uma bola de fogo quanto como uma mulher com cabelos dourados e um vestido branco de seda. O seu objetivo é mostrar a localização de jazidas de ouro próximas para aventureiros, mas evitando a exploração intensa dos minérios.

Pé de Garrafa

Pé de Garrafa
(Fonte: TV Brasil/Reprodução)

Essa lenda da região Centro-Oeste fala de uma criatura humanoide cheia de pelos, com a principal característica sendo uma das pernas em forma de garrafa — sendo que o formato circular da pegada é a forma mais fácil de identificá-lo na mata. Ele pode hipnotizar invasores do seu território com um assovio.

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