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5 ideias erradas que temos sobre a Idade da Pedra

Quando pensamos na Idade da Pedra, instintivamente imaginamos instrumentos feitos de rocha, pessoas não evoluídas e possivelmente algum tipo de realidade paralela parecida com a da série Os Flintstones. O que nós não pensamos com frequência, entretanto, é que nossos antepassados não eram tão "estúpidos" assim.

Por isso, nós separamos uma lista com cinco conceitos completamente equivocados que a maior parte da sociedade tem sobre esse passado e que foram desmentidos por pesquisadores e novos estudos. 

1. Não existiam médicos

(Fonte: Museu de História Natural de Lausanne)(Fonte: Museu de História Natural de Lausanne/Reprodução)

Ao longo dos anos, arqueólogos encontraram mais de 1,5 mil crânios espalhados pela Europa, Ásia e Américas pertencentes a Era Neolítica. Em comum, todos eles tinham furos no osso. Posteriormente, pesquisadores concluíram que essa era uma forma antiga de trepanação, uma técnica médica popular no passado para aliviar a pressão na cabeça de uma pessoa após ela sofrer uma lesão.

A análise do crescimento ósseo desses restos mortais indica que algumas dessas pessoas viveram meses ou até anos após o procedimento ter sido feito, mostrando que esse foi um primeiro grande avanço no campo científico.

2. Os antepassados não cuidavam dos dentes

(Fonte: Stefano Benazzi)(Fonte: Stefano Benazzi/Reprodução)

Estudos indicam que algumas sociedades pré-históricas tinham um forte hábito de cuidar melhor dos dentes do que nós achávamos. Em 2017, uma equipe internacional de pesquisadores escreveram a respeito de dois dentes encontrados na Itália datados em 13 mil anos. 

Os dois dentes incisivos tinham buracos esculpidos neles, por onde um cirurgião conseguiu remover parte de um tecido doente com a ajuda de alguma pedra afiada. Então, o dente seria preenchido com betume, um alcatrão à prova d'água. Essa teria sido uma das primeiras técnicas de obturação na odontologia.

3. A comida pré-histórica era irreconhecível

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Por mais estranho que isso possa soar, as refeições feitas pelos nossos antepassados poderiam não ser tão diferentes do que estamos acostumados. Em 1991, uma múmia de 5,3 mil anos foi descoberta em uma geleira na Europa e em seu estômago foram encontrados resquícios de carne de cabra.

Após algumas análises, os pesquisadores notaram que a carne não havia sido cozida, mas sim curada a seco. Ou seja, a última refeição da pessoa encontrada no sítio arqueológico foi algo bastante parecido com o bacon que os norte-americanos produzem atualmente.

4. Não existia tempo para se divertir na Idade da Pedra

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Por mais que enxerguemos a Idade da Pedra como um período na história em que só havia espaço para caçar, fugir de predadores, fome e violência, nossos antepassados também adoravam encontrar um tempo para "curtir a vida". Ao que tudo indica, algumas áreas ao redor do famoso Stonehenge foi palco para alguns banquetes volumosos e grandes celebrações no fim do período Neolítico.

Segundo os estudos, milhares de pessoas ao redor do que hoje é o Reino Unido se reuniam nessa região para festar. Um sinal disso teria sido as dezenas de milhares de porcos desenterrados na região, que, segundo os arqueólogos, apresentavam marcas de que teriam sido usados para compor o menu principal da festa.

5. As pessoas moravam em cavernas

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Quando pensamos na Idade da Pedra, normalmente pensamos que a vida acontecia majoritariamente dentro de cavernas e que as pessoas andavam por aí carregando bastões enormes. Embora isso possa de fato ter acontecido em uma parcela de tempo, esse é um conceito que não representa os 2 milhões de anos que envolvem esse período histórico.

No início do período neolítico — entre 4000 e 3600 a.C. — os indivíduos construíram suas próprias casas com lareiras embutidas. No condado de North Yorkshire, na Inglaterra, os pesquisadores, inclusive, já encontraram as ruínas de uma casa com mais de 10 mil anos de idade. 

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