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Inventando Anna: 5 verdades ou ficção sobre a série que parou a Netflix

Escrita e produzida pela notória showrunner Shonda Rhimes, famosa por ter criado Grey’s Anatomy e Scandal, a minissérie Inventando Anna, da Netflix, foi lançada em fevereiro desse ano e vêm causando um barulho estrondoso entre os espectadores por falar sobre o tema mais antigo da história americana: vigaristas.

Mas não qualquer vigarista, Anna Sorokin, sob o pseudônimo de Anna Delvey, uma vigarista da vida real que com apenas 26 anos entrou para a elite nova-iorquina, frequentou festas e jantares mais exclusivos da cidade, se vestiu das melhores grifes e até conseguiu chegar nos estágios finais para garantir um empréstimo milionário dos bancos Fortress e City National Bank.

Isso tudo apenas com uma assombrosa capacidade de persuasão, uma personalidade grosseira, conhecimentos adquiridos de revistas de moda, e o título falso de ser uma herdeira alemã esperando seu pai liberar um fundo fiduciário imaginário de 60 milhões de euros.

A criatividade de Rhimes em criar uma narrativa entre os fatos descritos a partir do artigo da jornalista Jessica Pressler, publicado em 28 de maio de 2018 na New York Magazine, acabou criando uma confusão na cabeça das pessoas e também uma busca incessante para saber o que da história foi inventado ou não. Se você é uma dessas pessoas, aqui estão cinco verdades ou ficção sobre a minissérie Inventando Anna.

1. Vivian Kent e a luta com seus editores

(Fonte: Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)

Verdade ou ficção? Ficção.

A começar que a jornalista Vivian Kent, interpretada por Anna Chlumsky, na vida real se chama Jessica Pressler e trabalhava para a New York Magazine, não para a Manhattan Magazine, como podemos ver nas telas.

No decorrer da série, os espectadores testemunham o machismo do mundo jornalístico com um núcleo composto apenas por homens, os editores Landon Bloom e Paul, que subestimam a capacidade de Kent a todo o momento. Desde o início, ambos se mostram hesitantes sobre a jornalista fazer a matéria acerca da história de Anna Delvey, e duvidam que ela fosse capaz.

Contudo, de acordo com uma entrevista de Pressler à Vulture, seus chefes eram exatamente o oposto do que foram retratados na série. Mas não negou que eles tenham ficado receosos sobre ela fazer uma matéria de 8 mil palavras sobre uma pessoa não famosa, e que de fato eles queriam que ela escrevesse sobre o movimento "Me Too" em Wall Street — o que ela não queria.

2. Chase Sigorski

(Fonte: Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)

Verdade ou ficção? Ficção.

Chase Sigorski, um técnico em tecnologia que ficou rico buscando investidores para seu aplicativo Wake — descrito vagamente como algo feito para capturar dados em torno dos sonhos —, mostra que teve um papel fundamental na jornada de Sorokin/Delvey em Nova York, visto que ela não tinha nada em mãos senão sua coleção enorme de bolsas da Yves Saint Laurent.

Por outro lado, há apenas uma breve menção sobre ele no artigo de Pressler, em que é descrito como "o namorado com quem Sorokin estava andando por um tempo" ou "o futurista no circuito de TED-Talks".

Consequentemente, a viagem de vários dias no iate de uma magnata sem serem convidados, ou o roubo de milhares de dólares feito por Sorokin/Delvey nos cartões dele, também não aparece no artigo de Pressler, tampouco que Sikorski tenha descoberto as trapaças dela.

3. O quarteto de amigas

(Fonte: Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)

Verdade ou ficção? Ficção.

Shonda Rhimes conduz a investigação de Kent por meio do grupo de amigas de Sorokin/Delvey formado por Rachel Williams (que trabalha para a Vanity Fair), Kacy Duke (a personal trainer das estrelas) e Neff Davis (a concierge do hotel 11 Howard), retratando-as como inseparáveis e peças-chave para o desmascarar da falsa herdeira alemã.

Mas, na verdade, as três mulheres não conviveram juntas, se cruzaram apenas em alguns momentos, como durante a viagem para Marrocos, feita por Kacy, Rachel e Sorokin/Delvey. Neff, por outro lado, só interagiu com a vigarista poucas vezes fora do hotel, muito diferente do que Rhimes nos faz acreditar.

Pegando carona nessa falsa rede de amizades, a relação entre o advogado de Sorokin/Delvey, Todd Spodek (interpretado por Arian Moayed) e Kent nunca existiu na vida real em nenhum momento da investigação ou do julgamento, apesar de ser um dos pontos cativantes em toda a história.

4. O comportamento de Alan Reed

(Fonte: Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)

Verdade ou ficção? Verdade.

De fato, Sorokin/Delvey teve uma relação muito próxima com Andy Lance, renomeado como Alan Reed na minissérie, um advogado financeiro que ela convence a ajudá-la a garantir empréstimos para a Fundação Anna Delvey.

A vigarista disse a Pressler que Lance sempre estava presente para ela, mesmo durante suas férias. E, assim como na série, ele confirmou que Sorokin/Delvey tinha recursos para pagar pelo empréstimo mesmo sem nunca ter confirmado a existência desses.

Em adição a isso, Pressler tampouco teve um envolvimento tão pessoal com o caso de Delvey, como é retratado na obra, certamente criado por Rhimes para adicionar um tom mais dramático a todo o contexto e necessidade que Kent tinha de fazer aquilo dar certo.

5. Os problemas no tribunal: verdade ou ficção?

(Fonte: Netflix/Reprodução)(Fonte: Netflix/Reprodução)

Verdade ou ficção? Verdade.

Os dois últimos episódios de Inventando Anna retratam a cena quase épica do julgamento de Sorokin/Delvey, e como ela foi de uma desconhecida para a sensação da internet por contratar uma personal stylist para se apresentar em figurinos luxuosos diante à juíza Diane Kiesel, se recusando várias vezes a entrar na corte vestindo as roupas providas pelo governo.

Ela realmente fez isso, bem como a stylist foi Anastasia Walker, uma amiga próxima de Neff e responsável por looks de celebridades como Madonna. A vaidade de Sorokin/Delvey também fez Pressler correr até uma loja para comprar uma roupa de última hora para ela, tanto quanto emprestar seu vestido preto, no qual a ré foi fotografada vestindo.

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