Cientistas descobrem como os humanos detectam os campos elétricos
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Cientistas descobrem como os humanos detectam os campos elétricos

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Os campos elétricos nada mais são do que campos de força gerados pela ação ou distribuição de cargas elétricas — ou seja, elétrons, íons ou prótons —, e todo mundo sabe que os humanos e os animais são capazes de sentir e reagir à sua presença. No entanto, ninguém sabia explicar muito bem como é que as células de organismos complexos eram capazes de detectar a eletricidade.

De acordo com Philip Watts, do portal How It Works, cientistas da Universidade da Califórnia em Davis descobriram um mecanismo que permite que células vivas detectem campos elétricos. O mais interessante é que a descoberta do “sensor celular” aconteceu por acaso, enquanto os pesquisadores conduziam estudos com células de organismos complexos — como os seres humanos — e de amebas que vivem no solo.

Detectores naturais

Segundo Philip, os cientistas já sabiam que a presença de campos elétricos produzia uma migração celular. No entanto, eles perceberam que dois elementos presentes nas células — um tipo de moléculas chamadas poliaminas e uma proteína conhecida como Kir4.2 — são os responsáveis pelo fenômeno.

Os pesquisadores explicaram que as proteínas (Kir4.2) são canais de potássio que se encarregam de transportar íons através da membrana celular e estão envolvidos na transmissão de sinais elétricos às células.

Assim, durante os experimentos, quando os cientistas expunham as células a um campo elétrico, as poliaminas — que têm carga positiva — se agrupavam próximo ao local no qual o eletrodo negativo se encontrava posicionado. Depois, essas moléculas se ligavam à Kir4.2 e regulavam sua atividade.

Humanos elétricos

De acordo com Philip, embora os humanos não sejam capazes de liberar raios mortíferos, os nossos corpos produzem eletricidade por meio de reações químicas. Segundo disse, isso é possível graças à composição dos átomos e moléculas presentes no nosso organismo e à forma como eles reagem com os elementos que consumimos.

Assim, quando ingerimos alimentos, por exemplo, o processo de digestão reduz as moléculas complexas presentes nas comidas em cadeias melhores. Então, quando o organismo usa esses elementos na respiração celular, dependendo das circunstâncias, eles podem criar pulsos elétricos.

No caso do “sensor celular”, os pesquisadores ainda não entenderam muito bem a razão de a ativação dos canais de potássio resultar na migração celular, mas pretendem continuar com os estudos e inclusive descobrir outros mecanismos relacionados com a resposta aos campos elétricos.

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