Veja os caixões malucos feitos pela empresa funerária Crazy Coffins
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Veja os caixões malucos feitos pela empresa funerária Crazy Coffins

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Pessoas são malucas, até mesmo na hora da morte. A prova disso é que até em um dos eventos mais solenes da sociedade ocidental, o funeral, tem gente que resolve “inventar moda” e mudar o clima de reverência com algo que alguns alegam ser obra de arte, mas que para quem vê de fora soa como humor negro.

Foi pensando em suprir essa demanda extremamente segmentada e incomum — funerais com um toque de maluquice — que a empresa Crazy Coffin ganhou seu espaço no mercado. A firma especializada em caixões “personalizados” foge do senso comum e constrói em qualquer formato o que outrora eram caixas de madeira em formato hexagonal.

Os clientes são os designers

“Eu não acho que haja nada que não possamos fazer”, disse David Crampton, diretor geral da empresa em uma entrevista. “Os clientes são os designers, apenas fazemos o que eles pedem. Nós dizemos às pessoas: ‘Há uma escolha nessa decisão final’”

E de fato há, considerando que a Crazy Coffins já fez caixões e urnas em formatos de barcos viking, carros — incluindo um Rolls Royce Phantom com rodas funcionais —, skates, pipas, uma garrafa de whisky, uma réplica da Enterprise de Star Trek e até um saca-rolhas. Confira abaixo algumas dessas criações:

Encomendado pela família de uma adolescente que faleceu, este caixão foi feito no formato da réplica da guitarra que ele mais gostava.

Feito para fãs de futebol, este caixão já teve exemplares vendidos para times de futebol britânicos, que pretendem deixá-los guardados até que possam usar em funerais de jogadores ilustres.

A urna em forma de saca-rolhas foi feita para homenagear a cidade britânica de Cork. A referência se encontra no fato de que saca-rolhas em inglês é "corkscrew".

Este foi encomendado por Brian Holden, um homem que fazia anualmente uma viagem com sua esposa pegando o Expresso do Oriente.

A criação abaixo foi encomendada por um coveiro inglês que estava cansado de caixões convencionais e quis ter algo diferenciado no dia da sua passagem. Ele também encomendou um para o pai.

Em formado de caçamba de entulho, este caixão foi comprado por um empreiteiro que disse ter passado a vida inteira lidando com esse tipo de material.

Esta urna em formato de ovo foi sugerida pela própria empresa para uma mulher que gostaria de ser cremada em posição fetal. Como o ovo simboliza renascimento, a obra resolveu o problema da cliente.

O caixão abaixo ainda não foi vendido, mas caso algum alpinista mais irreverente se interesse...

Baseado na tradição viking, o caixão abaixo foi feito para ser colocado na água e queimado em seguida. A versão abaixo foi feita para uma criança.

A professora Pat Cox sempre sonhou em ser bailarina, por isso encomendou um caixão em formato de sapatilha. Ela ainda não morreu, mas, quando isso acontecer, seu sonho não realizado vai ser lembrado na cerimônia.

Uma mãe perdeu seu filho e encomendou o caixão em formato de telefone celular. Na tampa, uma mensagem sms que ela deixou para ele.

Abaixo, outras ideias: uma bolsa de viagens, um skate, outro barco viking e urnas nos formatos de uma garrafa de Desperados e um ovo:

Compre primeiro, morra depois

Johnn Gill, outro dos diretores da companhia, disse que muitos dos clientes são famílias de pessoas que já morreram, por isso muitas vezes a manufatura do caixão precisa ser apressada. Sendo assim, eles eles alertam: “Compre primeiro, morra depois”.

O pessoal da Crazy Coffins diz que a crescente popularidade de suas criações são um sinal de que as pessoas estão tornando-se mais abertas ao tema da morte. Crampton comenta que os clientes estão ficando cada vez mais criativos quanto aos carros funerários, vestimentas do morto e músicas fúnebres. “As coisas estão mudando em nossa profissão e não são apenas os caixões”, completa Crampton.

A empresa tem uma fanpage no Facebook na qual posta algumas imagens dos caixões sendo construídos. Há também o site oficial, que exibe dezenas de trabalhos feitos ao longo dos últimos anos.

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