Parente do Sr. Spock? Médicos encontram paciente com sangue verde escuro
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Parente do Sr. Spock? Médicos encontram paciente com sangue verde escuro

Imagine que você é médico e, ao preparar um de seus pacientes para uma cirurgia, descobre que o indivíduo não tem o sangue vermelho como o da grande maioria das pessoas, mas sim verde escuro! O que você faria? Pediria socorro para as autoridades? Chamaria os militares? Contataria os ufólogos de plantão? Os homens de preto? Os vulcanos?

Pois em 2005, essa situação se apresentou para uma equipe médica de Vancouver, no Canadá, e os médicos não se deixaram abalar não, prosseguindo com a cirurgia de um homem de 42 anos. O paciente precisou passar por um procedimento de emergência para solucionar um sério problema de circulação nas pernas, durante o qual os médicos precisaram inserir um cateter para a remoção dos tecidos que boqueavam o fluxo sanguíneo.

Exames preliminares mostraram que o homem, apesar de apresentar uma ligeira taquicardia, tinha a pressão arterial estável. A única anomalia aparente foi o nível de creatina no sangue, que se encontrava extremamente elevado. No entanto, ao realizar a incisão para introduzir o cateter, os médicos descobriram que o sangue do paciente não era vermelho, mas sim verde escuro, igual ao do Sr. Spock da série “Jornada nas Estrelas”.

Terráqueo

Apesar do susto inicial, o procedimento foi realizado normalmente e com sucesso, e é claro que o caso foi investigado. Análises posteriores revelaram que o paciente sofria de uma condição rara chamada sulfaemoglobinemia. Esse problema ocorre quando um átomo de enxofre se incorpora a uma molécula da hemoglobina, evitando que ela se ligue ao oxigênio, e pode acontecer devido ao uso de determinados medicamentos, como as sulfonamidas.

No caso do terráqueo com sangue verde, os médicos descobriram que o problema foi provocado pelo uso de uma droga chamada sumatriptan, que o homem tomava em doses superiores às recomendadas para aliviar crises de enxaqueca. Aliás, essa não foi a única vez que médicos se surpreenderam com pacientes com sangues de cores estranhas.

Em 2009, dois pacientes pediátricos foram diagnosticados com sulfaemoglobinemia depois de acidentalmente ingerir sulfato de hidroxilamina armazenado por um parente — que usava a substância para limpar sapatos — em uma garrafa de plástico. As crianças ficaram internadas na UTI e melhoraram após receberam uma transfusão de sangue, e foram liberadas depois de uma semana.

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