Em abril desse ano, a NASA divulgou os planos para os últimos meses de funcionamento da sonda Cassini, que foi lançada há cerca de 20 anos pela agência espacial e que monitorava o planeta Saturno e seus satélites naturais desde 2004.

Com previsão para cair na superfície do planeta dos anéis em 15 de setembro, falta pouco mais de um mês para o último adeus à espaçonave não tripulada que enriqueceu a humanidade com conhecimento sobre o nosso sistema solar.

A partir do próximo dia 14 de agosto, a sonda Cassini vai começar suas cinco últimas órbitas em torno de Saturno e vai se aproximar como nunca antes do planeta, passando a cerca de 1,6 mil a 1,7 mil quilômetros acima das nuvens para registrar os efeitos da luz do sol na atmosfera de uma distância ainda não explorada.

A atmosfera de Saturno de acordo com a sonda Cassini

Devagar, quase parando

Durante a última volta, a sonda vai se aproximar novamente – pela derradeira vez – do satélite Titã para que sua velocidade seja diminuída pela gravidade do astro. Isso vai fazer com que Cassini finalmente tome a direção da superfície de Saturno e seja desativa de uma vez por todas.

A decisão de desativar a sonda enquanto ainda possui um pouco de seus já escassos recursos para funcionar foi tomada para que esse último voo seja feito com todos os aparelhos funcionando completamente, dando aos cientistas informações nunca antes atingidas pela proximidade com o planeta, e para evitar que a espaçonave fique vagando perdida em torno de Saturno, potencialmente complicando outras futuras missões.