Nos relacionamentos, a empatia pode não ser uma coisa muito boa
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Nos relacionamentos, a empatia pode não ser uma coisa muito boa

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Você já ouviu falar em empatia? Em linhas gerais, é quando temos a capacidade de nos colocarmos no lugar de outra pessoa para entender como ela está se sentindo. Aqui no Mega já falamos bem detalhadinho sobre como ela funciona em nosso cérebro e sobre pessoas que são extremamente empatas.

Como você pode imaginar, esse é um sentimento bastante bom e que deveria ser praticado por cada vez mais pessoas – já imaginou que louco seria se todo mundo deixasse de pensar no próprio umbigo? Acabaríamos adotando comportamentos que sabemos que não seriam para atacar e nem mesmo ofender amigos, familiares, companheiros de trabalho e até mesmo desconhecidos.

Acontece que a empatia não é algo infinito. É normal a gente acabar aplicando esse comportamento em certos círculos sociais, como no ambiente de trabalho, mas nos esquecer – ou não ter mais forças – para fazer isso em casa, por exemplo. E é aí que mora o perigo!

Um perto de um guarda-chuva

A empatia também pode ser usada para o mal. Vejamos: se você consegue compreender os sentimentos de seu parceiro, então o esperado é que você não faça nada para prejudicá-lo, certo? Nem sempre. Algumas pessoas empatas manipulam a cabeça dos outros por saber como elas irão agir diante de determinada situação.

Um exemplo prático e fazer com que seu parceiro sinta pena ou dó de você durante uma briga, revertendo, assim, a culpa por algo errado que você tenha feito. Isso também é visível quando nos comportamos de modo a agradar alguém, mas, no fundo, estamos mascarando comportamentos agressivos – e é aí que podem entrar os relacionamentos abusivos. Quantas vezes você já ouviu que “Ele(a) era tão incrível no começo”?

Separação

E agora, Mega?

Bem, não estamos querendo dizer que a empatia é SÓ ruim. Pelo contrário: quando praticada para o bem, ela é extremamente incrível. Entretanto, podem existir sentimentos e comportamos mais importante dentro de uma relação a dois, como, por exemplo, a responsabilidade mútua, o compartilhamento de valores, a confiança, o conhecimento dos limites, o encaixe sexual e a inteligência emocional.

Como a empatia é mais uma questão de percepção, você pode trocá-la por um diálogo, por exemplo. Ao invés de tentar adivinhar o que o outro está sentindo, por que não pergunta? “Como você está? O que você precisa? O que está sentindo?”: questões que ajudam qualquer relacionamento a ser mais compreensível e sadio.

E sejam realmente abertos com seus parceiros: deixe joguinhos sentimentais de lado e abra o jogo quando algo te incomodar e nunca se esqueça de fazer elogios de comportamentos bons e inesperados. Afinal, ninguém quer terminar uma relação e ter que começar do zero com outra pessoa, não é mesmo?

Um perto de um elefante

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