EUA e Síria: os únicos países de fora do Acordo de Paris
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EUA e Síria: os únicos países de fora do Acordo de Paris

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Há 4 meses, o mundo reagiu com indignação à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris, assinado em 2015. Dessa maneira, o país ficou ao lado da Síria e da Nicarágua como as únicas nações reconhecidas pela ONU a não comporem o tratado internacional que pretende criar medidas para a redução da emissão de dióxido de carbono.

Agora, apenas EUA e Síria permanecem de fora do acordo: a Nicarágua finalmente assinou, depois de vários indícios de que faria isso nos últimos meses. O presidente Daniel Ortega liberou uma declaração em que fala que cientistas dos países mais desenvolvidos do mundo concordam que o atual processo da civilização está destruindo o planeta.

Até mesmo lugares com regimes ultrafechados, como a Coreia do Norte, assinaram o Acordo de Paris, que surgiu em decorrência do Protocolo de Kyoto, de 1997, que propunha medidas para refrear o efeito estufa. A Síria está entre os países mais conturbados para se viver nos dias atuais, por conta de uma grande guerra civil – talvez isso justifique a não participação nesse acordo.

Acordo de ParisAcordo de Paris fomenta o uso de energias renováveis e limpas

Apesar de a Nicarágua ter demorado 2 anos para entrar no acordo, ela já lidava por conta própria contra o efeito estufa. Atualmente, cerca de 50% de toda a energia consumida no país é proveniente de fontes limpas: eólica, solar e geotérmica. Como é um país com vários vulcões, a estimativa é que até 2020 ao menos 90% da energia consumida por lá seja limpa.

E mesmo sendo um país tão pequeno e pouquíssimo poluente, a Nicarágua tem um forte interesse no Acordo de Paris: por estar em uma latitude baixa, isto é, mais próxima à linha do Equador, ela está mais vulnerável a mudanças climáticas. Sem contar que também é uma nação costeira, o que aumenta a ameaça global.

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