Ouvir músicas natalinas demais atrapalha o funcionamento do cérebro

Ouvir músicas natalinas demais atrapalha o funcionamento do cérebro

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O Natal está chegando e, com ele, aquele CD da Simone volta à tona, e muitas outras músicas comemorativas da mesma época ecoam em lojas, restaurantes, padarias, corais de rua e por aí vai.

Para quem gosta do clima de final de ano, nada melhor, mas para aqueles que não curtem muito o Natal e as musiquinhas em si, a situação costuma não ser das mais agradáveis – especialmente quando é preciso trabalhar em um local onde as canções natalinas imperam.

A psicóloga Linda Blair falou sobre esse assunto ao The Independent e, de acordo com ela, a repetição desse tipo de música acaba tendo um efeito negativo em nosso cérebro.

Ela conta que as pessoas que trabalham em lojas que apostam no repertório musical natalino no mês de dezembro acabam tendo que se esforçar, a todo o momento, para não ficar com as músicas grudadas na cabeça: “Você está simplesmente gastando toda sua energia tentando não ouvir o que está ouvindo”, disse.

Então é Natal

Grinch

Não é difícil compreender por que esse tipo de música, quando ouvido repetidamente, prejudica nossa capacidade de concentração, e, para o azar de quem trabalha em ambientes comerciais nessa época do ano, já é comprovado que, para os clientes, as musiquinhas natalinas acabam melhorando o humor e, por consequência, aumentando a possibilidade de compra.

Uma pesquisa feita em 2005 usou como exemplo a combinação perfeita entre música e um perfume recém-lançado – os resultados mostraram que as pessoas ficavam mais tempo nas lojas tocando música e que, por isso, acabavam comprando mais.

O professor de marketing Eric Spangenberg, que estudou essa relação entre música e compra a fundo, diz que certos tipos de músicas são mais eficientes do que outros: ritmos mais lentos garantem a presença dos clientes nas lojas por mais tempo em comparação às músicas mais aceleradas.

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