Você sabe as consequências do uso frequente de maconha em adolescentes?
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Você sabe as consequências do uso frequente de maconha em adolescentes?

Equipe MegaCurioso
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Não é nada difícil encontrar adolescentes que fumam maconha regularmente. A droga, que ainda é criminalizada no Brasil, tem como efeitos mais populares a sensação de sono, o aumento da fome, a vermelhidão dos olhos, o riso frouxo e a mente sem muitos limites para a imaginação.

As consequências mais profundas e que se manifestam em longo prazo, no entanto, são desconhecidas pela maioria dos usuários. Um estudo realizado especialmente com esse foco buscou descobrir os efeitos que a cannabis tem em adolescentes que fumam maconha todas as semanas.

A pesquisa, feita pela equipe de Medicina da Universidade de Maryland, revelou que quem fuma maconha regularmente durante a adolescência chega à fase adulta com mais propensão de desenvolver condições como o transtorno de déficit de atenção e esquizofrenia. Além disso, tornam-se adultos com mais chances de ter dificuldades cognitivas.

Fique esperto

maconha

Essas conclusões foram feitas com base na análise de pessoas com idades entre 13 e 15 anos. A pesquisa contou, ainda, com o uso de ratos que foram expostos a baixos níveis de cannabis por um período de 20 dias.

Assim como acontece com os seres humanos, os camundongos que foram expostos à droga na adolescência apresentaram consequências na vida adulta. Os animais também tiveram alterações no funcionamento de seus cérebros, justamente na região responsável pela cognição, que ainda está em desenvolvimento na adolescência.

É claro que as substâncias da maconha são pesquisadas e apresentam efeitos benéficos em pessoas que têm alguns tipos de doença, mas o uso, nesse caso, é da substância isolada, que não dá “barato” nem é ingerida por meio da queima da erva.

Discutir a descriminalização também é importante, já que essa poderia ser uma forma de controlar o usuário da droga e de dificultar mais o acesso entre adolescentes, que são mais suscetíveis ao uso e que acabam sendo prejudicados pelo fato de que a substância interfere em um cérebro que ainda está sendo desenvolvido.

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