A maneira como você define um problema determina como você vai resolvê-lo

A maneira como você define um problema determina como você vai resolvê-lo

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Típicas histórias de criatividade e inovação geralmente envolvem encontrar novas maneiras de resolver problemas. James Dyson pensou em uma forma de adaptar um separador ciclônico para criar o aspirador de pó. Pablo Picasso e Georges Braque desenvolveram o Cubismo como uma técnica para incluir várias visões de uma cena na mesma pintura. O sistema operacional para desktops substituiu os comandos por uma interface mais simples.

Essas breves descrições enfocam principalmente em uma nova solução. O problema que eles resolvem parece óbvio. Mas enquadrar inovações dessa forma faz com que a criatividade pareça um mistério: como tantas pessoas não conseguiram chegar a solução de um problema por tanto tempo? E como a primeira pessoa chegou a essa solução?

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Resultado da sugestão

De acordo com Art Markman, professor de Psicologia e Marketing da Universidade do Texas, Estados Unidos, a maioria das pessoas que encontram soluções criativas para alguns problemas confiam em um método relativamente simples: buscar respostas dentro de uma memória coletiva das pessoas que trabalham com o problema.

Ou seja, alguém que trabalha para resolver o problema sabe algo que os ajudará a encontrar uma solução — ela apenas não percebeu que sabe disso. É claro que algumas pessoas tropeçam na resposta, ou ainda há aqueles que investem décadas e milhões (quando não bilhões) de reais em pesquisa e desenvolvimento (como a indústria farmacêutica).

Mas confiar na memória individual ou na memória do grupo é uma das abordagens mais rentáveis e que podem ser repetidas continuamente. A chave para esse método é resolver o problema obtendo as informações certas da própria memória das pessoas.

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Configuração humana

A memória humana é configurada para encontrar informações que servem como uma pista para recuperar outras informações relacionadas. Se você pensa em festa de aniversário, provavelmente vai se lembrar de várias festas de que participou, de chapéus de festa, bolos, pessoas entoando “parabéns para você” e muito mais. Não é preciso se esforçar muito para recordar essas lembranças: elas surgem como resultado da sugestão inicial.

Portanto, se você quer recuperar algo da memória, é preciso primeiro pensar na sugestão. Dessa forma, quando falamos em encontrar uma solução criativa para um problema, o enunciado também funciona como uma pista para a memória. É assim que se torna possível acessá-la e extrair informações relacionadas.

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Mexendo com a memória

A fim de gerar uma variedade de soluções possível para um problema, uma saída é alterar sua descrição para extrair novas informações da nossa memória. Mas como você cria o enunciado necessário de um problema para que seja possível encontrar a melhor solução?

Segundo Markman, infelizmente não existe uma fórmula ideal. Contudo, de acordo com o pesquisador, as pessoas e os grupos mais consistentemente criativos são aqueles que encontram formas diferentes para descrever o problema que precisa ser resolvido.

"A maioria de nós está procurando percepções criativas no lugar errado. Pedimos às pessoas que 'pensem fora da caixa', mas devemos na verdade pedir que elas encontrem mais descrições da caixa e ver o que isso nos faz lembrar", finaliza o professor.

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