Descobriram montanhas e vales colossais ocultos sob o gelo na Antártida
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Descobriram montanhas e vales colossais ocultos sob o gelo na Antártida

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Com a quantidade de gelo que existe na Antártida — acumulado no continente ao longo de milhares de anos —, não é de se estranhar que as espessas camadas ocultem mistérios. Ou você imaginava que debaixo de tudo aquilo poderia haver cadeias montanhosas e vales imensos? Pois foi isso que um time de cientistas descobriu depois de realizar uma série de levantamentos no Polo Sul.

Terreno oculto

Os pesquisadores — liderados por Kate Winter (a predestinada!), da Universidade de Northumbria, no Reino Unido — conduziram um mapeamento do terreno antártico por meio de radares capazes de penetrar através da espessa camada de gelo e descobriram montanhas e vales conectando duas enormes regiões do continente, o Manto de Gelo da Antártida Ocidental e o Manto de Gelo da Antártida Oriental.

Levantamento na Antártida(Northumbria University)

Durante os levantamentos, os pesquisadores identificaram três vales, o maior, com 350 quilômetros de extensão, 20 km de largura e 2 mil metros de profundidade, outro com 320 km de comprimento e 15 km de largura, e um menor, medindo 150 km por 30 km de largura. Só para você ter uma ideia da imensidão dessas estruturas encontradas sob o gelo, o Grand Canyon, situado nos EUA, tem 446 km de extensão, 28,8 km de largura e pouco menos de 2 mil metros de profundidade. Legal, né? Só que a descoberta vem acompanhada de más notícias...

Os cientistas descobriram que as montanhas e vales evitam que o gelo do manto oriental flua para o ocidental — e, consequentemente, do manto ocidental para o litoral antártico. O problema é que, com as temperaturas globais subindo e o índice de derretimento das calotas polares aumentando, os pesquisadores temem que uma aceleração no ritmo de degelo nessa área recém-descoberta resulte em um incremento na velocidade com a qual o gelo se movimenta do centro do continente para as regiões costeiras, resultando na elevação do nível dos mares.

Segundo explicaram os cientistas, entender como esses dois mantos de gelo interagem é fundamental para que eles possam compreender como a elevação do nível dos mares global de deu no passado, como ela está acontecendo agora e o esperar para o futuro. E a descoberta de como o terreno sob as camadas de gelo influenciam a forma como o gelo se comporta é fundamental para que as previsões sejam traçadas.

Más notícias

Na verdade, os pesquisadores já sabiam da existência de montanhas e vales debaixo do gelo e esperavam encontrar novas formações, mas jamais imaginaram descobrir estruturas tão gigantescas. O ruim é que levantamentos anteriores revelaram que os glaciares nas regiões costeiras da Antártida, especialmente na região ocidental, estão “encolhendo” mais depressa do que o esperado.

Levantamento na Antártida(Northumbria University)

Um estudo recente apontou que 10% dos glaciares situados no litoral da Antártida estão retrocedendo em direção ao interior do continente — com 20% dos situados na Antártida Ocidental regredindo mais rapidamente do que deveriam. Isso ocorre porque o aumento das temperaturas globais está levando ao degelo nessas áreas e, se a situação continuar e se estender continente adentro, tornando o interior instável, o fluxo de gelo pode aumentar e resultar em uma elevação de pelo menos três metros no nível dos mares.

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