Quanto tempo a vida leva para ressurgir depois de impactos de asteroides?
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Quanto tempo a vida leva para ressurgir depois de impactos de asteroides?

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Um evento considerável dizimou os dinossauros e teve uma grande influência na nossa evolução. A tese mais aceita é de que um asteroide atingiu a Terra há milhões de anos, mas apesar disso ele não possui um nome oficial.

O maior indício de que algo realmente grande aconteceu foi o desaparecimento repentino de espécies, aliado ao aumento da presença de irídio em análises químicas de regiões formadas nessa época. Esse elemento não existe em abundância na superfície terrestre, então sua presença de forma incomum pode ser associada a um evento vulcânico ou um objeto vindo do espaço.

Esse acontecimento marcou o fim do período Cretáceo e o início do Paleógeno (antigo Terciário). Considerando as siglas utilizadas para especificar cada um deles, o evento é conhecido como extinção K-T. Apesar de o choque ter mudado os rumos do planeta, a vida ressurgiu na região mais cedo do que os cientistas imaginavam.

Impacto de grandes dimensões

O surgimento da Cratera Chicxulub, marca deixada 65 milhões de anos atrás por um asteroide na Península de Yucatán, fez com que uma era de 180 milhões de anos, tempo em que os dinossauros existiram sobre a Terra, fosse interrompida abruptamente.

Não sem motivo, 75% das espécies que viviam em todo o planeta foram extintas pelo evento. Ondas de 100 metros de alturas foram criadas, atingindo o que hoje são México e EUA, além da nuvem de fumaça que deixou a Terra em um período de trevas, até que todo o material liberado se assentasse.

Mesmo considerando esse cenário de destruição, segundo um novo estudo, a vida voltou a existir na própria cratera pouco tempo após as coisas se acalmarem. Obviamente, esses seres vivos não eram os mais complexos até então, mas mostram como pequenos invertebrados conseguiram devolver a vida à região.

Através da análise de sedimentos obtidos sob o oceano, a 600 metros de profundidade, na área onde existe a cratera, o paleoceanógrafo Chris Lowery identificou os sinais do impacto, que poderia ter sido fatal.

Ao mesmo tempo que os sinais do evento eram evidentes, ele também observou que a amostra possuía alguns fósseis e túneis escavados por plânctons, além de pequenos vermes. A presença desses elementos não é comum, pois em outra cratera formada por um asteroide, localizada na Baía de Chesapeake, a vida demorou milênios para voltar a existir. Com isso, surgiu a questão: por que o impacto foi tão fatal para os dinossauros, mas não para a fauna da vizinhança do ponto de impacto?

Localização vital

O impacto que ocorreu na Baía de Chesapeake criou uma cratera bem menor do que a gerada na Península de Yucatán — 85 km de diâmetro contra 180 km. Contudo, para Lowery o local do impacto foi o que determinou a grande diferença entre os eventos.

Em ambos os choques, o asteroide teve força suficiente para matar todos os peixes, crustáceos e outros animais em regiões próximas ao ponto de impacto. A condição desigual está na localização de cada uma delas, pois a Baía de Chesapeake não possuía conexão com o oceano. Isso fez com que a decomposição dos seres vivos, agora mortos, acabasse com o oxigênio e tornasse o local impróprio para seres vivos. A água do local começou a ser renovada somente através da erosão, e a retomada de vida no local levou milhões de anos.

Já a Cratera Chicxulub se formou parcialmente no Golfo do México, provavelmente matando uma quantidade significativa de animais aquáticos, mas iniciando a renovação da água assim que os movimentos gerados pelo asteroide no oceano se estabilizaram. As correntes naturais da região trouxeram formas de vida que não foram afetadas pela choque, fazendo com que a vida no local retornasse mais rapidamente.

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