Paraplégico consegue andar com estímulos elétricos na medula espinhal

Paraplégico consegue andar com estímulos elétricos na medula espinhal

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Já faz um bom tempo que cientistas vêm tentando fazer com que pessoas com paralisias possam se  movimentar ou realizar pequenas ações com as partes comprometidas do corpo. Eis que o resultado do tratamento de um paciente nos Estados Unidos pode dar mais esperanças para o desenvolvimento de pesquisas nessa área: Jered Chinnock, de 29 anos, ficou paraplégico em 2013, após um acidente, e recentemente conseguiu se manter em pé e andar sozinho, com ajuda de um andador, 102 metros — ou 331 passos, em 16 minutos de caminhada.

Pode parecer pouco mas, segundo a revista científica Nature Medicine, é a primeira vez que alguém consegue realizar uma caminhada independente com uma paralisia completa dos membros inferiores após lesão na medula. “Meu equilíbrio sentado melhorou e consigo atirar meu arco melhor porque posso ter um suporte aprimorado no tronco e na postura. Posso ficar apoiado sem ajuda no andador, ainda com as mãos, mas de forma mais leve. Andar na esteira ficou mais fácil e agradável”, disse o rapaz, que tem como hobby arco e flecha e se machucou quando dirigia um veículo na neve.

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As lesões na medula geralmente causam mudanças permanentes na força, sensibilidade e outras funções corporais abaixo da lesão. Já faz um bom tempo que médicos vêm tentando experimentar a possibilidade de amenizar os danos com implantes de estimulação elétrica — e, finalmente, os estudos começam a apresentar resultados animadores.

Como funciona?

Os pesquisadores acreditam que, mesmo com um diagnóstico de total perda de controle motor, ainda é possível encontrar conexões neurais intactas no local do ferimento — os quais podem ser estimulados. O tratamento de Jered Chinnock começou com 22 semanas de reabilitação física, antes dele receber implante de um eletrodo no canal medular, próximo da lesão. Inicialmente isso serviria como uma terapia para dor.

Esse eletrodo possui comunicação sem fio com uma central que envia sinais que controlam a frequência e duração do estímulo elétrico. O grande diferencial por aqui foi encontrar a medida exata para acertar o que faz com que Jered possa sentir algo na área afetada — uma aplicação aleatória não é suficiente, por exemplo.

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Então, após 43 semanas e 113 visitas à Mayo Clinic, em Rochester, no Minnesota, os neurônicos conseguiram receber uma sinalização de intenção de movimento. “Esse estudo tem nos inspirado a seguir adiante para reproduzir resultados anteriores e até fazer com que alguém com uma completa lesão na medula espinhal mover seus membros novamente. Nosso grande desafio começa agora, para compreender como isso aconteceu e porquê aconteceu”, comenta Kristin Zhao, doutora responsável pelo setor de Medicina Física e Reabilitação da clínica.

Enquanto isso, Jared continua evoluindo, sonhando com o dia que ele talvez venha a caminhar completamente sozinho. O que era considerado impossível há pouco tempo, agora se torna uma esperança.

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