Assustador! De acordo com nova pesquisa, nosso cocô está cheio de plástico
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Assustador! De acordo com nova pesquisa, nosso cocô está cheio de plástico

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O excesso da produção de plástico no mundo tem sido responsável pela poluição dos oceanos, pela morte de animais e, inclusive, já encontramos vestígios de plástico no sal que é consumido diariamente pela população do planeta.

Da mesma forma que o plástico não se degenera no meio ambiente, a verdade é que ele não deixa de ser plástico também quando entra no corpo humano, mesmo com todo o ácido forte que nosso estômago produz.

Um estudo recente descobriu algo assustador: nossas fezes estão cheias de microplásticos, o que significa que todo esse material plástico produzido, muitas vezes em excesso e sem o devido reaproveitamento, está voltando para nós de uma forma muito mais intensa do que imaginávamos que poderia acontecer um dia.

Descoberta

poluição

Pesquisadores da Universidade de Medicina de Viena pediram para que oito pessoas, de diferentes partes do mundo, tivessem a mesma dieta e comessem exatamente as mesmas coisas por uma semana. Depois, esses indivíduos forneceram amostras de fezes para que 10 exames fossem feitos à procura de vestígios de plástico.

Os resultados foram positivos em nove dos exames, e em termos de proporção foram encontradas 20 partículas de plástico a cada 10 gramas de material fecal, sendo que os plásticos mediam entre 50 e 500 micrômetros. O material foi encontrado, inclusive, nas fezes dos participantes que não consumiram peixe, que é o principal alimento relacionado à presença de plástico, durante o experimento.

O material mais encontrado foi o polipropileno, usado em moldes de plástico e fraldas, e também o tereftalato de polietileno, presente nas garrafas de plástico de refrigerantes.

Alarme

capitão planeta

A descoberta foi apresentada em uma conferência de gastrenterologia pelo autor do estudo, Dr. Philipp Schwabl, que explicou que esta é a primeira pesquisa desse tipo e que ela “confirma o que nós supeitávamos há tempos, que os plásticos estão chegando ao intestino humano ultimamente”. Ele explicou, ainda, que a maior preocupação dos pesquisadores é o fato de não sabermos ao certo quais são as implicações disso à saúde das pessoas e especialmente dos pacientes que já têm doenças gástricas e intestinais.

Ele explicou também que as partículas minúsculas de plástico podem entrar em nossa corrente sanguínea, prejudicando o sistema linfático e até mesmo chegando ao fígado. “Agora que nós temos a primeira evidência de microplásticos dentro de humanos, precisamos pesquisar para entender o que isso significa para a saúde humana”, finalizou.

Até que novos estudos surjam a respeito, podemos e devemos contribuir através da diminuição do uso de plásticos e também da reciclagem desse tipo de material.

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