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Nova teoria sugere que Sodoma e Gomorra foram destruídas por rocha espacial

Todo mundo conhece a passagem bíblica sobre Sodoma e Gomorra, cidades que, segundo consta nas Sagradas Escrituras, foram localidades que teriam sido destruídas pela fúria de Deus — e, conforme as interpretações de alguns, elas e a população foram condenadas por conta do comportamento “degenerado” de seus habitantes.

Sodoma e Gomorra(Wikimedia Commons/John Martin)

Independentemente da leitura que se faça do texto, o fato é que, até hoje, ninguém sabe com certeza se Sodoma e Gomorra sequer foram lugares reais — já que não foram descobertas evidências que confirmem com absoluta certeza que as cidades existiram.

Ainda assim, pesquisadores da Trinity Southwest University — uma instituição cristã que fica em Albuquerque, no Novo México — encontraram há alguns anos uma porção de ruínas situadas às margens do Mar Morto, mais especificamente, no Vale do Jordão, em um local conhecido como Ghor, e apresentaram a teoria de que esses antigos assentamentos teriam servido de inspiração para a criação do mito das duas cidades.

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Pois, agora, o mesmo time de cientistas — que vem conduzindo escavações no local há pelo menos 10 anos —, anunciou que foram encontrados vestígios de que a área foi palco da colisão de uma rocha espacial há 3,7 mil anos, impacto que teria causado a obliteração das comunidades que se encontravam na área, incluindo, no caso, Sodoma e Gomorra (ou as localidades que inspiraram as “lendas”).

Vale do Jordão(Science News/Fightbegin/Istock.com)

Os pesquisadores realizaram explorações em 5 sítios diferentes no Ghor, e encontraram evidências de que a área, que costumava ser um terreno fértil usado para o cultivo de alimentos, foi ocupada continuamente por, pelo menos 2,5 mil anos. As estimativas apontam que entre 40 mil e 65 mil pessoas viviam no território, entretanto, por volta do final da Idade do Bronze, a região sofreu um colapso e não apresentou qualquer ocupação humana pelos próximos 600 ou 700 anos.

Destruição que veio do céu

Levantamentos revelaram que algo calamitoso provocou a destruição repentina das estruturas — basicamente construídas com tijolos de barros — que se encontravam por lá, e a datação por radiocarbono apontou que isso se deu há 3,7 mil anos.

Vale do Jordão(News.com.au)

Ademais, análises do solo de diversos pontos região mostraram a presença de cristais de zircônio e fragmentos de cerâmica nas camadas mais superiores com sinais de derretimento, o que sugere que essas peças todas e a superfície do local foram expostas a temperaturas que podem ter chegado aos 4 mil graus Célsius.

O que os pesquisadores propõem é que uma rocha espacial explodiu e se desintegrou sobre o Vale do Jordão, deixando um rastro de destruição e morte por toda a área. As evidências parecem bastante sólidas e, apesar de não comprovarem que as cidades de Sodoma e Gomorra foram reais, parecem explicar o que pode ter acontecido há milhares de anos. Interessante, né?

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